sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Animais de Companhia - Pulgas à distância!

Parasitas e hospedeiros

Onde há um cão ou um gato, pode haver pulgas. Há, pois, que prevenir, desparasitando o animal e o ambiente.
As pulgas são o parasita externo mais comum em cães e gatos. Agarram-se à pele e sobreivem alimentando-se do sangue do animal.

Cada pulga fêmea coloca várias centenas de ovos, os quais num curto espaço de tempo- 21dias, atingem o estado adulto. O risco de infestão para o animal, para o ambiente e para o dono é, pois, elevado.

No animal, a picada da pulga pode causar dermatite alérgica, uma reacção à "saliva" do parasita; as pulgas podem também ser ingeridas quando o animal se coça e transportar para o intestino outros parasitas.

O ambiente doméstico também não está a salvo. Na maioria das vezes, a pulga deposita os seus ovos no hospedeiro, mas como estes são completamente lisos, acabam por cair no chão. Os ovos penetram profundamente nas fibras das carpetes e nas frestas do chão. No exterior, os ovos das pulgas fixam-se no solo.

Sem sombra de pulgas

É fundamental prevenir e combanter a infestação por pulgas, o que passa por cuidados com o animal e com o ambiente.

A desparasitação externa do animal deve:

  • Iniciar-se entre as seis e as oito semanas de vida;
  • Realizar-se ao longo de todo o ano e não apenas na Primavera e Verão;
  • Recorrer a produtos com acção desparasitante como coleiras, champôs, pós, sprays, solução para banho ou para unção localizada (spot on) adequados a cada animal (idade, peso, raça).
A desinfestação do ambiente requer:
  • Aspirar os espaços mais frequentes pelo animal;
  • Lavar a cama do animal com àgua bem quente e um pouco de detergente ou lixívia;
  • Aplicar um desparasitante adequado (pó ou spray) tendo especial atenção aos locais menos acessíveis ao aspirador, como os rodapés ou atrás dos móveis e electrodomésticos;
  • Renovar diariamente o caixote de areia, no caso do gato, e remover dejectos no quintal ou outros espaços que o animal frequenta;
  • Usar sempre luvas na limpeza do habitat do animal;
  • Lavar as mãos após contacto com o animal.
São pulgas?
Os excrementos de pulga confudem-se com pequenos grãos de areia. Para tirar as dúvidas, remova alguns e coloque-os num algodão embebido em àgua oxigenada; se se dissolverem, deixando um halo acastanhado à volta, é sinal que o animal está infestado.











domingo, 2 de agosto de 2009

Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) - Doença que pode afectar o seu gatinho

Só o nome da doença assusta, pelo ar pomposo e algo difícil de pronunciar. Significa apenas coração (cardio), doença muscular (miopatia), anormalmente espesso (hipertrofia). Traduzindo, esta doença provoca o espessamento das paredes do ventríloco esquerdo do coração. É diagnosticada quando se excluem outras causas possíveis de hipertrofia, como sejam o hipertiroidismo, hipertensão, que pode estar associada a problemas de insuficiência renal, arritmias ou ainda outras doenças mais raras.
Ao ouvir-se falar da CMH surge imediatamente a raça Main Coon. Não por ser mais afectada que as outras (até gatos sem raça podem padecer da enfermidade), mas pela simples razão de que nos anos 80 um veterinário americano estudou a doença e a sua transmissão genética numa colónia de gatos desta raça. Tudo indica que, tal como no caso humano, a doença seja transmitida da mesma maneira para todos os gatos.
A CMH é transmitida hereditariamente através de um gene dominante que sofre uma mutação. Esta mutação vai provocar a produção deficiente de proteínas contrácteis, necessárias ao bom funcionamento do miocárdio, que para compensar as produz em excesso, provocando assim o progressivo espessamento das suas paredes.
No geral, a doença manifesta-se em gatos jovens, isto é, com menos de 5 anos. No entanto, pode ocorrer mais tarde ou até mesmo nunca se manifestar, uma vez que pode surgir com diferentes graus de intensidade.
A CMH pode ter sinais muito variados, entre os dois extremos de não haver sinais ou ocorrer morte súbita. Entre estas duas situações podem surgir anomalias respiratórias, ritmo cardíaco acelerado, ruídos cardíacos estranhos por auscultação, paralisia das patas traseiras, desmaios e outros menos evidentes.
A forma mais efectiva de diagnosticar a doença seria através de exames genéticos ao gene que sofre a mutação. Infelizmente, no momento presente este gene apenas foi identificado para a raça Main Coon, sendo possível fazer este exame na Universidade de Washington. Espera-se, com os recentes avanços na investigação veterinária, que este exame possa ser estendido a outras raças e generalizado em todo o mundo.
No momento presente, a melhor forma de diagnosticar a CMH é através de uma ecocardiografia com doppler, uma vez que esta revela quer a estrutura física, quer a funcionalidade dinâmica do coração. Sendo que nos estágios iniciais a doença manifesta poucos sinais de alteração no miocárdio, é de toda a conveniência que o exame seja feito por um veterinário com muita experiência em cardiologia. Paralelamente devem ser efectuados exames a possíveis causas de hipertrofia que não a CMH.
Todos os gatos aos quais for diagnosticada a doença devem ser afastados das linhas de criação. Tratando-se de um gene dominante, 50% da descendência de um progenitor doente terá também a doença e consequentemente também a transmitirá. Os descendentes de um casal de negativos são gatinhos saudáveis e que não transmitem a doença a futuras gerações. Daí a importância de todos os gatos reprodutores serem testados.
No mesmo sentido, todos os gatos que sofram morte súbita e tenham deixado descendentes devem ser submetidos, não apenas a uma necrópsia, uma vez que este exame não distingue os vários tipos de hipertrofia, mas também a um exame histológico às células cardíacas, já que só assim se pode concluir definitivamente se se trata de CMH ou não. Esta distinção é de extrema importância uma vez que apenas a hipertrofia causada por CMH é hereditária.
Referências:
Mark Kittleson, Rebecca Gompf, Susan Little. Feline Hypertrophic Cardiomyopathy: Advice for Breeders. Janeiro 2006.
O meu gato tem esta doença. Como já foi dito, costuma diagnosticar por volta dos 5 anos, mas a do meu gato foi diagnosticada quando ele tinha 7 meses. O seu veterinário ficou muito surpreendido, porque era o seu primeiro caso num gatinho muito jovem e de raça comum. Mas felizmente tivemos sorte!
O meu gatinho é medicado todos os dias com um comprimido que ele tanto adora (chega a esconder debaixo da lingua e deitá.lo para o chao quando nao estamos lá por perto!) e até agora nunca teve nenhum ataque ou algum sintoma da doença. Simplesmente tem o ritmo do coração mais acelarado do que um gato normal, mas garanto-vos, que é um gatinho muito feliz e rebelde!!



Matar por luxo

Introdução
O Homem sempre matou animais. Tradicionalmente, matava por necessidade alimentar e de vestuário, mas o esqueleto do animal também proporcionava utensílios domésticos, joalharia e outros ornamentos. Nada era desperdiçado.
Hoje em dia, vários milhões de animais são mortos, todos os anos, não para fornecer a comida necessária à sobrevivência, mas para abastecer o lucrativo mercado do luxo. Alguns animais são abatidos para serem usados em símbolos de uma posição social abastada ou para favorecer uma imagem de virilidade; mas que preço pagam os animais, para satisfazer esta vaidade humana? Alguns animais são retirados do seu habitat e criados em cativeiro, exclusivamente por causa da sua pele, do seu pêlo ou do aroma que produzem.
Será uma maneira aceitável de obter um produto animal? Em certos casos, é o próprio acto de matar que se torna um luxo.
Muitos dos animais comerciados no mercado dos artigos de luxo foram de tal modo reduzidos em número que estão ameaçados de extinção. Manifestamente, têm de ser protegidos. Mas, por vezes, surge um dilema: quem deverá ter prioridade?
Os povos nativos que precisam de matar para sobreviver, ou as espécies raras? Para controlar o comércio mundial de produtos animais, foi assinada em Washington, em 1973, a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Ameaçadas.
Todavia, apesar disso, muitas espécies são abatidas e comerciadas ilegalmente. Algumas, tais como elefantes e rinocerontes, correm perigo de desaparecer totalmente. A marta marinha, caçada por causa da pele, extinguiu-se. Quantas mais espécies desaparecerão antes de nos convencermos de que a matança tem de parar?
Durante as primeiras seis semanas de vida, a cria da foca-da-Gronelândia apresenta uma pelagem extremamente apreciada. Todos os anos, dezenas de milhares de crias eram espancadas até à morte por caçadores comerciais da Terra Nova e da Noruega.
Em 1968, uma manifestação pública de repúdio conduziu, eventualmente, à proibição de importação de peles de foca, por parte dos países da CEE. Essa proibição praticamente eliminou o mercado.
Os Esquimós (Inuit) também matam focas por causa da pele. Parte da sua subsistência depende dessa caça tradicional. Porém, como a caça é considerada cruel, têm sido feitos apelos para que lhe seja posto fim.
A caça às peles
Por trás da fachada elegante da indústria de peles, que movimenta rios de dinheiro, está a triste realidade da matança. Todos os anos, milhões de animais, apanhados em armadilhas, sofrem uma morte lenta e dolorosa. Ficam presos pelas patas, pescoço ou tronco, em armadilhas de metal ou nós corredios.
Os animais permanecem na ratoeira cerca de 15 horas, antes de serem estrangulados ou mortos à paulada. Um lince-do-Alasca esteve com a pata presa numa armadilha durante seis semanas. Conseguiu manter-se vivo tanto tempo porque outros animais do seu grupo familiar lhe levavam comida. As armadilhas são cegas.
Muitos outros animais, tais como águias, corujas, cisnes e animais domésticos, são apanhados, mortos e rejeitados. Na gíria do comércio, estes animais são “lixo”.
Nas terras confinantes com o Árctico, as pessoas dependem da caça às peles como meio de subsistência. Muitas temem que uma proibição do uso de armadilhas possa afectar gravemente os índios canadianos isolados e as comunidades Inuit desta área. Outras acham que a utilização de armadilhas se justifica porque mantém sob controlo a população de animais produtores de peles.
Alguns países condenam o uso de armadilhas e, contudo, importam peles. Por exemplo, dos milhões de peles importadas pela Grã-Bretanha todos os anos, muitas delas são de animais selvagens apanhados por armadilhas de guindaste, mecanismos que foram banidos na Grã-Bretanha, em 1965, depois de um relatório do governo as ter descrito como “instrumentos diabólicos que causam um sofrimento incalculável”.
A moda das peles
Nos Estados Unidos, apesar das campanhas contra a caça às peles, o comércio retalhista triplicou durante a última década, envolvendo dois biliões de dólares. A moda masculina é responsável por grande percentagem desse aumento. Cada vez mais pessoas têm possibilidades de comprar peles verdadeiras e caras e não têm problemas morais em fazê-lo.
A armadilha mais utilizada nos E.U.A. é o guindaste para aprisionar os animais pelas patas. As mandíbulas de metal soltam-se e cerram-se quando o animal pisa o mecanismo de disparo.
É como se a porta de um carro se fechasse sobre a nossa mão. Frequentemente, a carne da pata do animal é cortada e o osso partido. Às vezes, o animal, rói a própria pata, numa tentativa para se libertar.
Milhares de raposas são mortas, em toda a Europa. Muitas são apanhadas em armadilhas e envenenadas ilegalmente pelos chamados “bicheiros”. Por engano, são apanhados muitos texugos, que são animais protegidos.
Criação de animais de pêlo
A maioria das peles não provém de animais selvagens, mas sim de “fazendas” de criação de peles onde grandes quantidades de animais, como a marta, a zibelinha e a raposa, são criadas em pequenas jaulas. A criação de animais de pêlo é um grande negócio. Na Finlândia, por exemplo, existem 6.500 “fazendas” destas. As maiores produzem mais de 46.000 peles de raposa e 500.000 de marta, anualmente.
Na última década, a produção quadruplicou, apesar das pressões exercidas pelos apoiantes das campanhas contra o uso de peles. O facto é que, na maior parte do mundo, um verdadeiro casaco de peles ainda é considerado um símbolo de posição social. No Texas, vêem-se pessoas a usar peles caríssimas, mesmo em dias quentes de Verão.
Nas regiões do Norte, contudo, as peles ainda são consideradas a melhor protecção contra o frio.
Os criadores de animais de pêlo acham que a sua actividade constitui o aspecto aceitável da indústria de peles. Advogam que os seus animais gozam de excelente saúde e vivem em boas condições. Se assim não fosse — dizem — as peles adquiririam mau aspecto e perderiam valor.
Os animais são mantidos em jaulas pequenas com fundo de arame e não lhes é permitido saírem delas, pois os criadores temem que os animais sujem ou danifiquem as peles, caso os deixassem à solta. Não obstante, as peles acabam por ser danificadas devido a lutas, contaminação pela urina ou má nutrição, o que origina enormes perdas financeiras para as “fazendas”.
Nem sequer os animais confinados a jaulas permanecem intactos. As martas são agressivas e mordem-se umas às outras. Por vezes, são vítimas de canibalismo.

"Nunca consegui realmente entender a ideia de que vestir a pele de um animal morto seja atraente. Não tenho absolutamente vontade nenhuma de usar peles e nunca possuí alguma. Gostaria sempre mais de ver a pele no próprio animal."
Marie Helvin, Modelo

Por exemplo, as marta das “fazenda” são mortas por gaseamento, injecções letais ou electrocussão. Afirma-se que a morte é imediata, mas isso não foi ainda provado.
A Vicunhas são uma espécie de lama e encontram-se no Chile e no Peru. Em tempos eram abundantes, mas o seu número foi consideravelmente reduzido depois de os invasores espanhóis as terem começado a matar por causa da sua lã, extremamente apreciada. Os Incas (o povo que habitava o Peru, antes da chegada dos Espanhóis) tosquiavam as vicunhas sem as matar. Actualmente, a caça e abate de vicunhas para extracção de lã está proibida. Pelo contrário, as manadas são levadas para ranchos protegidos, nas montanhas.
Na linha de fogo
Muitos dos grandes predadores da natureza transformaram-se em vítimas. Os caçadores furtivos abatem a tiro, capturam com armadilhas e envenenam alguns dos animais mais raros do mundo, apenas para fornecer casacos de peles exclusivos para o mercado do luxo. As peles dos felinos malhados, por exemplo, atingem altos preços e isso encoraja a caça ilegal. Por vezes, o comércio legal ainda piora as coisas. É permitida a venda de peles de espécies protegidas, declaradas antes da introdução de restrições. Este comércio legal muitas vezes esconde a caça furtiva e transacções ilegais. Por exemplo, vários felinos malhados da Índia, tais como o leopardo das neves — “Uncia uncia”, são ilegalmente abatidos por membros de tribos nómadas. Os animais são abatidos nos Himalaias e as suas peles são contrabandeadas em Kashmir, ou vendidas com peles legalmente adquiridas. Posteriormente são traficadas na Europa e no Japão.
Noutras partes do mundo, os ursos polares, lobos, cangurus, tigres, focas e zebras, perdem as suas peles em favor dos caçadores. Até as peles do extremamente raro panda gigante, o próprio símbolo da conservação, têm sido descobertas no comércio ilegal que se efectua desde a China até Taiwan.
Todos os anos, os mercados legais de peles da Europa transaccionam 700.000 peles de animais selvagens, sendo dois terços constituídos por peles de pequenos felinos malhados. O mercado ilegal poderá ter dimensões maiores. Os comerciantes descobriram mil e uma maneiras de dissimular a fonte e o destino das peles ilegais, canalizando-as para terceiros países onde lhes são facultados documentos de comércio internacional legalizado. Este processo é chamado “lavagem”.
Outros modos de enganar o sistema incluem declarações falsas dos nomes das espécies, do país de origem e do fim a que se destina a importação. Há alguns anos, um grande carregamento de peles de chita foi interceptado no aeroporto Kai Tak, de Hong Kong, num voo vindo da Suíça. A remessa estava etiquetada como “marca italiana”.
"Já não comemos os miolos de outras pessoas para adquirir sabedoria; seremos ainda tão primitivos que tenhamos de usar peles de animais para alcançar a beleza?"
Joanna Lumley, actriz e escritora
A chita é ainda é um alvo da caça ilegal. Restam cerca de 25.000; contudo, todos os anos são comerciadas 5.000 peles.
Muitos dos felinos malhados estão inteiramente protegidos, o que não impede que casacos sejam feitos com as suas peles. Estão à venda peles de leopardo da África e da China, de pantera nebulosa da Ásia, de ocelote, jaguar, gato marsupial e margaí da América do Sul.
Todas elas se podem encontrar nas lojas elegantes de Munique e Tóquio. Um ano após a proibição de peles de felinos malhados do Paraguai para a Alemanha Ocidental, foram transaccionadas 95.000 peles.

Micheal BrightNatureza em perigo – Matar por luxoPorto, Edinter, 1989
Excertos adaptados

terça-feira, 21 de julho de 2009

Curiosidades

Alergia a gatos ou a gatas?
Elas estão em vantagem

Pessoas alérgicas devem passar algum tempo com os pais dos gatinhos que pretende adoptar, a fim de verificar o grau de tolerância. O mais sensato será sempre optar por fêmeas, já que estas, qualquer que seja a raça, produzem níveis inferiores de Feld-1, responsável por grande parte das alergias nos humanos.

Quanto mais me roubas mais gosto de ti
Teoria de Orangotango
A fim de testarem os seus pretendentes e avaliarem quais deles têm potencial para parceiros, as orangotango fêmeas roubam-lhes comida. Se a reacção do macho é violenta e lhe retira a comida 'roubada', a fêmea desinveste da relação, pois machos agressivos podem ser irremediavelmente perigosos para as fêmeas. Mantém-se porém, a atracção por machos que são violentos para com outros machos, pois é sinal de que poderão proteger a sua família.

Querido Sapo
Um deus jardineiro
É conhecida a história infantil de um príncipe encarcerado no corpo de um sapo, do qual se liberta quando é beijado. Uma metáfora que deixa clara a repulsa geral por estes anfíbios, quando, de facto, ela reflecte ingratidão, já que tanto rãs como sapos são os melhores e mais dedicados jardineiros do planeta. Na antiguidade, todavia, eram adorados como divindades. No Egipto, eram símbolo do nascimento, da fertilidade e, mais tarde, da ressurreição. Eram representados pela deusa Hekt. Uma adoração que acabou por ser adoptada pelos romanos, aquando da conquista daquele território.

Higiene ou vaidade?
Beleza a quanto obrigas
As estatísticas valem o que valem e, em ano eleitoral, esta é uma verdade repetida até à exaustão. Ainda assim, deixamos-lhe um dado divertido, que fala bem sobre a vaidade dos felinos. Segundo alguns levantamentos sobre os hábitos dos gatos, estes despendem, em média, 30% do tempo que passam acordados a tratar da sua higiene, lambendo-se e penteando-se. Mas também já foi dito por cientistas que essa actividade descontrai os gatos. Seja qual for a razão, no final, vale sempre a pena.

Animal da semana - Gato Siberiano

Um doce russo
No início era assim…
É o gato nacional da Rússia, país de origem desta raça de pêlo semilongo. Inicialmente, a sua criação era incentivada nas zonas rurais, onde eram imprescindíveis em qualquer quinta, como forma de manter celeiros e casas livres de ratos.
Grande salto
A sua migração para os centros urbanos e, consequentemente, para dentro de casa em nada afectou o temperamento afectuoso deste gato de grande porte. Ainda assim, manteve a sua agilidade, especialmente prodigiosa no salto. Talvez menor foi o salto que o separa dos seus irmãos, o Maine Coon e o Gato da Floresta Norueguês. Destes distingue-se pelo amplo peito, orelhas medianas, pela linha da cabeça e pela possante compleição física.
Um gato de peso
É literalmente pesado, devido a uma sólida e ampla ossatura, quase a lembrar a dos Bulldogs. Os machos podem chegar aos 7,5 quilos, ficando-se as fêmeas pelos 6.
Mais devagar e mais depressa
Como todas as raças grandes, a maturidade é um processo que se prolonga pelos primeiros cinco anos de vida. Curiosamente, o início da sua vida sexual acontece muito antes do que é tido como normal noutras raças, muitas vezes tornam-se activos com apenas cinco meses de vida.
Primeiro amor
Muitas fêmeas tendem a acasalar apenas com o mesmo macho. Tanto o pai como a mãe se mostram dedicados com a ninhada, da qual cuidam equitativamente. São de tal forma afectuosos, que mesmo os mais jovens mimam e lambem os irmãos e primos mais novos.

Aos pares é melhor
Na verdade, são mais felizes em comunidade, pelo que deve considerar a possibilidade de ficar com dois. Até porque, acompanhados, manter-se-ão mais activos e emocionalmente mais felizes. Não restam dúvidas, o Siberiano é um animal de companhia de excepção, brincalhão, leal, carinhoso, inteligente


Pêlo
A sua pelagem é composta por três camadas, as quais protegem o animal dos gélidos e míticos frios siberianos, em cujas temperaturas nem todas as criaturas sobrevivem. Manter todo este pêlo lustroso está à mera distância de duas escovadelas por semana. Uma a duas vezes por ano dá-se a muda. Curiosamente, o Siberiano é tido como um gato hipoalergénico. Ainda que sem provas científicas, as certezas vêm de criadores e donos, que garantem que a raça é facilmente tolerada por certos tipos de alergias. Crê-se que tal se deve ao facto desta raça produzir menos Feld-1, um dos principais agentes alérgicos dos gatos.