Mostrar mensagens com a etiqueta Espécies e respectivas informações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espécies e respectivas informações. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Animais em extinção

Desde que a terra existe, muitas espécies de animais foram desaparecendo, principalmente devido à destruição imposta pelo Homem.Em todo o Mundo, o tráfico ilegal de animais vivos, floresce. Os coleccionadores privados, laboratórios de pesquisa, lojas de animais, jardins zoológicos, circos e até curandeiros da Ásia são o principal mercado consumidor. É o terceiro maior negócio em contrabando depois das drogas e das armas.Nos últimos 300 anos provocámos a extinção em massa de milhões de espécies diferentes. Interesses económicos, poluição, crescimento urbano, introdução de espécies mais dotadas em habitats onde não existiam e outras manifestações da nossa “civilização” fazem com que, de 15 em 15 minutos, desapareça para sempre, uma espécie vegetal ou animal.

Europa
O continente europeu tem vindo a sofrer, ao longo dos tempos, uma enorme transformação na sua paisagem natural. Desde as zonas mais recônditas da Russia até às planicíes de Portugal é possível encontrar uma grande biodiversidade. Assim como a fauna e a flora variam do Norte para o Sul da Europa, da Europa Ocidental para a Europa de Leste, assim também há uma jurisdição não uniforme nos vários países europeus. Cada país tem as suas próprias leis de conservação e protecção da vida animal. Estas leis são insuficientes e muitas vezes omissas o que levou à extinção do Urso-pardo e do Cavalo selvagem, em alguns países europeus.
Ameaçados de extinção estão também o Lobo e o Lince ibérico, outrora abundantes em toda a floresta mediterrânica, mas que só se encontram agora em algumas reservas naturais portuguesas e espanholas.
Temos muito que fazer se queremos apreciar estas e outras espécies.

Exemplos:

Nome popular: Águia-real

Número de crias: 1 a 3 ovos.

Tempo médio de vida: Máximo de 32 anos em liberdade; máximo de 46 anos em cativeiro. Estado de conservação da espécie: Está em vias de extinção porque o homem destruiu o seu habitat e teima em roubar-lhe a sua fonte de alimento: a caça.










Nome popular: Lince-Ibérico

Nome Científico: Lynx pardinus

Distribuição geográfica: Portugal e Espanha.

Período de gestação: Varia entre 63 e 74 dias.

Número de crias: 1 a 4Tempo médio de vida: Até 13 anos.

Estado de conservação da espécie: O lince-ibérico é actualmente considerado o felino mais ameaçado do mundo e encontra-se classificado como espécie em perigo de extinção pelos Livros Vermelhos de Portugal, Espanha e UICN. Também se encontra protegido pela Convenção de Berna e pela Convenção que regulamenta o Comércio de Espécies Selvagens, sendo considerado pela Directiva Habitats como uma espécie prioritária. As principais ameaças à sua sobrevivência são a acentuada regressão do coelho-bravo e a destruição dos habitats mediterrânicos.
















Nome popular: Lobo-Ibérico.

Nome Científico: Canis lupus signatus

Distribuição geográfica: Norte da Península Ibérica.Habitat natural: Florestas.

Período de gestação: cerca de 2 meses.Número de crias: 3 a 8

Tempo médio de vida: Vivem um máximo de 15 anos.

Estado de conservação da espécie: As causas do declínio do lobo são a sua perseguição directa e o extermínio das suas presas selvagens. O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e destruição do habitat e pelo aumento do número de cães vadios/assilvestrados.





















Nome Científico: Lutra lutra

Distribuição geográfica: Vive na Europa, Ásia, porção sul da América do Norte e ao longo de toda a América do Sul, incluindo o Brasil e a Argentina.

Período de gestação: Cerca de 2 meses.

Número de crias: A ninhada pode ter entre 1 a 5 crias, sendo 2 a 3 o mais usual.

Tempo médio de vida: Vive entre 6 a 8 anos.

Estado de conservação da espécie: Classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre os vários factores que colocam a espécie em perigo contam-se: a poluição e destruição dos ambientes aquáticos e ripícolas, o uso de pesticidas na agricultura que afecta a qualidade da água dos rios, os atropelamentos e a perseguição directa por parte do Homem devido à concorrência pelo peixe. Há a contar ainda com o facto de a sua pele ter um elevado valor no sector têxtil.



















Nome popular: Urso Pardo

Nome Científico: Ursus arctos

Distribuição geográfica: América do Norte, Ásia e Europa.

Habitat natural: São encontrados desde florestas densas a pradarias subalpinas e tundra árctica.Período de gestação: Varia de 180 até 266 dias.

Número de crias: 2 ou 3

Tempo médio de vida: 20 a 30 anos.Estado de conservação da espécie: A espécie encontra-se ameaçada, entre outros factores, pela destruição do seu habitat natural e pela poluição.


África

Este é, porventura, o continente que mais associamos à natureza selvagem. De facto, muitos dos animais que vemos em jardins zoológicos e circos (os elefantes, as zebras, os macacos, os leões, etc...) são originários de África.Mas a caça furtiva tem vindo a diminuir o número de populações no seu habitat natural (as florestas, as savanas e as montanhas deste continente).Sabemos quais são as espécies mais ameaçadas, mas fazemos pouco para as proteger, se bem que a responsabilidade desta tarefa deva ser atribuída aos governantes, que infelizmente estão mais preocupados com a sua fortuna pessoal, do que com a destruição de grandes extensões de mata selvagem.Consequentemente, os animais e plantas que ali vivem são os grandes prejudicados.

Exemplos:
Nome popular: Gorila da MontanhaNome Científico: Gorilla gorilla beringei Distribuição geográfica: Este do Zaire, Ruanda, Uganda, a altitudes entre os 1600 m e os 4000 m. Número de crias: 1, gémeos raros Tempo médio de vida: 35 anos Estado de conservação da espécie: Esta espécie encontra-se em perigo de extinção, devido à caça e à destruição do seu habitat natural.


Nome popular: Elefante Nome Científico: Loxodonta africana (Elefante africano da savana); Loxodonta cyclotis (Elefante africano da floresta).Distribuição geográfica: África subsariana Número de crias: 1Tempo médio de vida: 70 anos.Estado de conservação da espécie: A caça de elefantes, causada principalmente pelo seu marfim – muito apreciado na China e na Índia, reduziu significativamente as populações de elefantes africanos. Actualmente, o elefante africano está em vias de extinção e têm-se tomado medidas para proteger esta espécie.


Nome popular: Leão Nome Científico: Panthera leo Distribuição geográfica: África, pequena porção na Índia, Balcãs e Grécia. Período de gestação: De 102 a 113 dias.Número de crias: De 2 a 3 Tempo médio de vida: 20 anos.Estado de conservação da espécie: Não globalmente ameaçado de extinção, mas vulnerável.


Nome popular: Rinoceronte negroNome Científico: Diceros bicornis Distribuição geográfica: África do Sul, Quénia, Malawi, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia e Zimbabué. Número de crias: 1Tempo médio de vida: Cerca de 35 anos. Estado de conservação das espécies: Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de 2 em 2 anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat. Eles têm sido caçados intensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional. A parte mais valiosa é o corno, que tem sido usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos.


Nome popular: Chimpanzé Nome Científico: Pan TroglodytesDistribuição geográfica: Ocidente e centro de África, norte do rio Zaire, do Senegal à Tanzânia. Número de crias: 1, gémeos raros Tempo médio de vida: 40 a 45 anos.Estado de conservação da espécie: Devido à destruição do seu habitat e à caça ilegal de chimpanzés pelo mercado de carne e de animais, pensa-se que restam apenas 150.000 chimpanzés nos bosques e florestas da África Central e Ocidental. Há um século atrás havia aproximadamente dois milhões.

América
O continente americano vai desde o gélido Canadá até às terras quentes da Argentina. Neste continente existe uma panóplia de países que têm uma diversidade única no nosso planeta. Aqui podemos encontrar a floresta amazónica, a ela associamos sempre o extenso rio com o mesmo nome e os seus muitos animais e plantas. A Amazónia é de facto o ex-librís das Américas.Mas é no norte deste continente, que existe o mais rico país do mundo: os E.U.A. Com a sua variedade enorme de animais e plantas, com muitas reservas naturais, (Yellowstone, Montanhas Rochosas, Deserto do Arizona, Everglades, Bacia do Mississipi...) este país tem conseguido salvar alguns animais como o B úfalo, o Puma, os Lobos, etc.Na zona central temos também de referir a importância de países como a Costa Rica, Honduras ou El Salvador (na preservação de Ocelotes, Pumas, Ursos, etc...).Na América do Sul o Brasil é de facto o país de referência para quem quer ver no seu estado selvagem o Jaguar, a Arara, o Lobo guará, o Papa-formigas, o Mico-leão, entre outros. Se estes países, de Norte a Sul, conseguirem salvar estas e outras espécies, então será uma vitória para todo o Mundo.
Exemplos:
Nome popular: Arara Azul Grande Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus Distribuição geográfica: Norte e Nordeste do Brasil. Vive nas matas do interior do Brasil: Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Hoje é raro encontrá-la em liberdade. Mas, no interior da Bahia, ainda podemos encontrar alguns espécimes em liberdade.



Número de crias: Costumam nascer 2 crias de cada vez. São alimentadas pelos adultos, que regurgitam a comida. Elas chegam à idade adulta aos 6 meses.Tempo médio de vida: 30 anos. Estado de conservação da espécie: Esta espécie está em extinção, principalmente devido à destruição do seu habitat natural e à expansão humana para os territórios que antes eram “propriedade” das araras e que agora se “humanizaram”.

Nome popular: JaguarNome Científico: Panthera onca Distribuição geográfica: Actualmente está oficialmente extinto nos Estados Unidos. É muito raro no México, mas ainda pode ser encontrado na América Latina, incluindo o Brasil. Número de crias: 1 ou 2Tempo médio de vida: 20 anosEstado de conservação da espécie: A destruição de habitats aliada à caça predatória, devido principalmente ao alegado prejuízo económico causado às criações de animais domésticos, faz com que as populações tenham sido drasticamente reduzidas. A espécie é classificada como vulnerável.

Nome popular: OceloteNome Científico: Leopardus pardalis Distribuição geográfica: Actualmente ocorre em toda a América Latina excepto no Chile. Nos Estados Unidos a espécie foi praticamente extinta. Número de crias: 2 ou 3 Tempo médio de vida: De 13 até 17 anos. Estado de conservação da espécie: A caça intensiva a este animal, motivada pela beleza da sua pele, motivou a redução drástica do número de indivíduos. Com a lei de proibição à caça este comércio diminuiu e hoje a principal ameaça a este felino é a destruição de seu habitat. A espécie é classificada como ameaçada de extinção.

Nome popular: PumaNome Científico: Felis concolor Distribuição geográfica: Américas, desde o Canadá até quase o extremo da América do Sul.Número de crias: 2 a 3 Tempo médio de vida: 15 anos.Estado de conservação da espécie: A redução do seu habitat natural, a competição de outros grandes felinos pela caça, a redução do número de animais que constituem a sua base de alimentação e a perseguição movida pelo Homem, na ânsia de proteger os seus rebanhos, colocaram a Puma em risco.

Nome popular: Tartaruga MarinhaNome Científico: Dermochelys coriácea Distribuição geográfica: Águas mornas e temperadas ao longo do mundo. Número de crias: De 1 a 2 centenas de ovos por vez.Tempo médio de vida: Cerca de 180 anos. Estado de conservação da espécie: A poluição, as redes de pesca em que ficam presas e a procura dos seus ovos pela cozinha asiática têm reduzido significativamente esta espécie.

Nome popular: Tucano Nome Científico: Ramphastos tocoDistribuição geográfica: Região Norte e Central da América do Sul.Número de crias: 2 a 4 ovos.Tempo médio de vida: 15 anos.Estado de conservação da espécie: Tem a sua existência ameaçada no seu habitat natural, a selva amazónica, mas os esforços do governo brasileiro já revelam um aumento no número destas aves. Apesar disto já está extinta no estado federal de São Paulo.

Ásia
É na Ásia que se encontra um dos animais ameaçados de extinção mais conhecidos: o Panda Gigante.
A destruição do habitat natural dos animais, combinada com a poluição têm-se revelado uma mistura "explosiva". A verdade é que, se excluirmos a caça, estes dois factores são os principais responsáveis pela redução significativa de determinadas espécies animais.
Por outro lado, a caça intensiva - seja com vista à obtenção de peles para o mercado têxtil (Tigre, Leopardo, etc.); seja com vista à obtenção de partes dos animais para outros mercados (corno de Rinoceronte para a Medicina Tradicional, marfim de Elefante para o mercado de arte, etc.) ou ainda para consumo humano - tem-se revelado uma perigosa inimiga de muitas espécies animais.

Exemplos:
Nome popular: Leopardo das NevesNome Científico: Panthera unciaDistribuição geográfica: Entre 3 000 e 6 000 metros, nos Himalaias e nas montanhas do norte da China.Número de crias: Em média 3.Tempo médio de vida: 20 anos.Estado de conservação da espécie: Encontra-se em vias de extinção.


Nome popular: Panda GiganteNome Científico: Ailuropoda melanoleuca Distribuição geográfica: Sul da China e Tibete.
Número de crias: 2Tempo médio de vida: A média de vida dos Pandas é de 10 a 15 anos no seu habitat selvagem e até 30 anos em cativeiro. Estado de conservação da espécie: A devastação das florestas asiáticas, a lenta reprodução do bambu (base alimentar do Panda), o excesso de burocracia, ineficiência e a caça voraz colocaram o panda sob sério risco de extinção. Dificultando ainda mais a preservação da espécie, a sua capacidade de procriar é mínima.


Nome popular: Panda VermelhoNome Científico: Ailurus fulgensDistribuição geográfica: Nepal, no Sikkim, norte da Birmânia e sul da China.Número de crias: 1 a 4Tempo médio de vida: 8 a 10 anos.Estado de conservação da espécie: A espécie encontra-se ameaçada devido sobretudo à destruição do seu habitat.


Oceania

Quando se fala da Oceânia pensamos imediatamente na imensa ilha que é a Austrália.Esta é a zona do planeta que associamos normalmente a animais como os cangurus, crocodilos, tubarões, avestruzes, etc... Mas além destes animais temos muitos mais, além de inúmeras plantas e insectos raros. A Oceania abrange a Austrália, a Nova Zelândia, a Papua Nova Guiné e ainda imensas ilhas no oceano Pacífico (como as ilhas Cook). A grande barreira de Coral ao longo da costa australiana tem uma das maiores concentrações de espécies marinhas do mundo ( Tubarões brancos, serpentes marinhas, etc...).Mas relativamente aos animais em vias de extinção, não podemos deixar de referir o Diabo da Tasmânia, o Ornitorrinco, etc. Neste continente existe uma preocupação muito grande pelas espécies ameaçadas pelo Homem. O Koala, o Ornitorrinco e o Diabo da Tasmânia estão a ser salvos em reservas próprias por toda a Oceânia.

Exemplos:

Nome popular: Diabo da TasmâniaNome Científico: Sarcophilus harrisii Distribuição geográfica: Ilha da Tasmânia.Número de crias: 3 ou 4Tempo médio de vida: 7 a 9 anos.Estado de conservação da espécie: O Diabo da Tasmânia foi caçado durante a colonização por agricultores, que viam os seus galináceos mortos por este animal. Por outro lado, pensa-se que os Dingos são responsáveis pela erradicação do Diabo da Tasmânia da Austrália. Actualmente o Diabo da Tasmânia é uma espécie protegida.


Nome popular: KoalaNome Científico: Phascolarctos cinerus Distribuição geográfica: Sudeste e Nordeste da AustráliaNúmero de crias: 1Tempo médio de vida: 17 anos.Estado de conservação da espécie: Estes marsupiais encontram-se num processo de extinção que se iniciou com a colonização inglesa na Austrália onde surgiu o culto de caçar e matar Koalas para usar a sua pele. Hoje, a caça não é o maior risco enfrentado pelos Koalas que são mortos por queimadas nas florestas e por falta de árvores que são cortadas pelos lenhadores. Ao perder a sua casa e alimento, os Koalas acabam por se moverem para as cidades, onde são mortos, atropelados em estradas ou por cães.


Nome popular: OrnitorrincoNome Científico: Ornithorhynchus anatinusDistribuição geográfica: Secção oriental da Austrália e ilha da Tasmânia.Número de crias: 2 ou 3 ovos em cada postura.Tempo médio de vida: 15 anosEstado de conservação da espécie: A poluição dos rios e lagos tem destruído significativamente a população de ornitorrincos.

Pixie Bob - Gato companheiro com dedos a mais


Descendente de selvagens
   O Pixie Bob é uma raça relativamente recente, contudo a sua origem parece pouco clara e está envolta em algumas dúvidas. Sabe-se que Ann Brewers começou a desenvolver a raça em 1985, cruzando uma fêmea doméstica sem raça definida e um macho selvagem, que se calcula ter sido o Red Coastal Bob Cat, uma pequena espécie da América do Norte, com o qual o Pixie Bob é muito parecido. A criadora adotou dois exemplares, resultantes desse cruzamento, e em 1986 nasceu Pixie, a precursora da raça Pixie Bob. Desde sempre, este gato, começou a despertar interesse, principalmente devido ao seu lado exótico, e cedo recebeu reconhecimento por parte da segunda maior associação de gatos dos EUA, a TICA (The International Cat Association), onde está registado como raça doméstica.

“São fiéis como cães e aprendem rapidamente”

Tal cão, tal gato
   Embora fisicamente seja muito parecido com um animal selvagem, este felino é muito calmo e companheiro, chegando mesmo a ser comparado a um cão. É capaz de desenvolver uma estreita e significativa relação com a família de acolhimento. São tão dóceis e sociáveis que podem, inclusivamente, ser passeados na rua, com a utilização de uma coleira. Ao contrário dos outros gatos, mais independentes, este animal é muito afetuoso e chega a ser possessivo para com o seu dono, a quem dá as boas-vindas à porta de casa.

Fisionomia exótica
   A sua pelagem lembra a de um gato selvagem, herança deixada pelo ascendente Bob Cat. Tanto podem ser encontrados com pelo mais longo, como com pelo mais curto e a coloração tende mais para o cinzento ou castanho, ambos com manchas. É bastante suave ao toque, ainda que tenha um pelo resistente e impermeável Tem olhos azuis amendoados e a cabeça é redonda e larga, o que lhe confere um ar exótico. São animais relativamente grandes, com exemplares machos que chegam aos oito quilos e com fêmeas que pesam cerca de seis. A cauda é um dos seus atributos especiais, sendo de tamanho muito reduzida ou mesmo inexistente. Outro facto curioso é que nascem com de- dos em quantidade superior ao normal - cerca de seis a sete nas patas dianteiras e cinco ou seis nas traseiras. O Pixie Bob é um gato com um corpo musculado e pernas fortes.

“O seu ar selvagem contrasta com a sua personalidade afetuosa”

Bom companheiro
   As famílias que moram em apartamentos pequenos podem receber um Pixie Bob, sem que este lhes destrua a casa. São animais que se adaptam facilmente e têm um comportamento bastante pacífico. Podem ser bons companheiros de viagem, desde que sejam habituados a isso desde cedo. A sua tranquilidade também faz desta raça de felinos uma das melhores para lidar e conviver diariamente com crianças. Apesar de até ser considerado um bom caçador, o Pixie Bob prefere o conforto do lar às aventuras mais selvagens da vida. Tem sido frequentemente apelidado de “cão disfarçado”, tendo em conta a sua facilidade em aprender quando treinados e a sua imensa coragem.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Fox Terrier - O cão de Tintin


   Bastante referenciado em histórias de cinema e de banda desenhada, este é um cão muito famoso. Tal como todas as vedetas, este também tem os seus caprichos. Habituado a ambientes de caça, onde é muito bom, o Fox Terrier tende a ser desafiador e teimoso. Conheça mais sobre a raça que caiu nas graças de Eduardo VII, rei de Inglaterra.

Origem
   A origem do Fox Terrier não é fácil de definir, até porque não existe uma data certa que determine o seu surgimento. Subsiste a ideia, segundo registos da época que, já no tempo da Roma Antiga, existiam cães parecidos com Terriers. Contudo, sabe-se que foi só no século XVIII que a raça se impôs, quando foi desenvolvida por ingleses para coadjuvar o Fox Hound na caça à raposa. O Fox Hound encontrava e cercava as presas, no entanto, devido ao seu tamanho, tinha dificuldades em retirá-las da toca. Nesse aspeto o Fox Terrier foi indispensável. Esta raça tinha a função de afugentar a presa da toca, o que fazia sem dificuldades, porque tinha todas as características a seu favor: era destemido, ágil, forte e compacto. As raposas eram presas fáceis para estes cães e por isso estiverem na origem do seu nome - Fox significa raposa em inglês. Devido às suas características marcantes, a raça transformou-se em pouco tempo numa das mais populares de Inglaterra, ganhando rapidamente a admiração daqueles que queriam um cão ágil de companhia. Esta raça apresenta duas variedades, a de pelo macio e a de pelo duro. Também a origem de cada uma destas variedades apresenta mais dúvidas do que certezas. O Fox Terrier de pelo macio descende provavelmente de algumas raças Terrier dos Condados de Cheshire e Shropshire, em Inglaterra, bem como do Beagle e do Greyhound. Já os registos do Fox Terrier de pelo duro oferecem mais do que uma teoria à volta da sua origem. Alguns defendem que a variedade se desenvolveu a partir de cruzamentos entre Dachshunds e Galgos Ingleses e, mais tarde, Foxhounds e Beagles. Outros defendem que o Fox Terrier de pelo duro evoluiu a partir do Fox Terrier de pelo macio, através de cruzamentos com fêmeas de pelo duro e há ainda quem tome partido da versão de que estes cães são originários das minas de carvão, no País de Gales. Assim, os ascendentes do Fox Terrier de pelo duro seriam diferentes dos de pelo macio. Contudo as duas raças foram, mais tarde, cruzadas na tentativa de aperfeiçoar a pelagem macia. Esta pode ter sido uma das razões pela qual ambas foram reconhecidas como Fox Terrier.

Tem uma imagem forte, usada tanto no cinema como em banda desenhada

História
   O Fox Terrier foi companheiro de reis, entreteve multidões no cinema e ganhou mais prémios no Kennel Club de Westminster do que qualquer outra raça. Eduardo VII, rei de Inglaterra, tinha um Fox Terrier de pelo duro que adorava. Chamava-se César e tinha uma coleira com a seguinte inscrição: “Eu sou César. Eu pertenço ao rei”. Conta-se que, em 1910, quando Eduardo VII morreu, o animal marchou de semblante pesado atrás do seu caixão. Alguns anos antes desse triste acontecimento, em 1860, foi emitido o primeiro registo da raça e em 1876 foi criado o primeiro clube dedicado a este animal, o Fox Terrier Club, em Inglaterra. Os primeiro registos da importação da raça para os EUA datam de 1879, sendo que os cães de pelo macio foram uns anos mais cedo do que os de pelo duro. A RCA (Radio Corporation of America) tornou os Fox Terriers de pelo macio numa das raças mais reconhecidas de cães, por ter utilizado um exemplar no seu logotipo. A popularidade da raça disparou ainda mais quando, em 1930, o filme The Thin Man foi lançado. A comédia, cujo Fox Terrier de pelo duro era uma das personagens principais, fez com que este cão se tornasse num popular animal de estimação do outro lado do Atlântico. Por essa altura, mais precisamente um ano antes, a personalidade efusiva do Fox Terrier também começa a fazer furor numa das histórias de banda desenhada mais conhecidas de sempre: As Aventuras do Tintim. Hergé, autor da banda desenhada, criou Milu, o fiel companheiro da personagem principal, inspirado num Fox Terrier de pelo duro. Anos mais tarde, em 1985, o American Kennel Club reconheceria, formalmente, as duas variedades como raças separadas, no entanto os padrões de ambas são mantidos pelo mesmo clube, o American Fox Terrier Club.

Na caça é ótimo a afugentar as presas da toca

Morfologia
   As duas variedades da raça Fox Terrier tanto podem ser bicolores, como tricolores, sendo que, em qual exquer um dos casos, o branco deve predominar. Nos bicolores as manchas são todas pretas ou todas castanhas, já os tricolores podem ter manchas de ambas as cores. Os de pelo macio quase não necessitam de cuidados com a pelagem, apenas uma escovagem para eliminar os pelos mortos, mas os Fox Terrier de pelo duro, para além desses cuidados, precisam também de cortes periódicos. O tamanho ideal desta raça é de 40 centímetros de comprimento desde a cernelha e pesam, habitualmente, entre os sete e os oito quilos, sendo as fêmeas ligeiramente menores. A sua cabeça é alongada, o crânio um pouco achatado e o focinho afunilado. Têm maxilares fortes e orelhas pequenas, em forma de V e dobradas para a frente, um requisito essencial na raça. Os seus olhos parecem pequenas azeitonas, pois são redondos e escuros, tal como o seu nariz, o que lhe confere um ar meigo. A cauda costuma ser amputada, por volta dos cinco dias de vida, para lhe retirar cerca de um terço do comprimento. Em adultos, a cauda esticada deverá ficar à altura da sua cabeça. O peito é profundo e as pernas musculadas, características distintivas de um excelente cão de caça.

Temperamento
   Este é um cão especial, que requer um dono especial também. Tendo em conta a sua personalidade forte, o ideal é que o dono tenha autoridade e experiência a lidar com animais, mas sem recurso à violência. São cães que agem por impulso e que gostam de explorar, o que, por vezes, faz com que se tornem desafiadores e teimosos. O Fox Terrier está sempre alerta, característica que faz dele um bom cão de guarda. Adora correr, caçar e brincar. Quando posto à prova, pode obter excelentes resultados, provenientes da sua rapidez e agilidade. A atividade que esteve presente na sua origem, a caça, deu-lhe sentido de independência, autoconfiança e determinação. Apesar de não ser um cão de grande porte, precisa de exercício físico constante para se manter em forma e mentalmente saudável.

O seu ar dócil deve-se aos seus olhos e nariz arredondados

Prós e contras
   O facto de ser um bom cão vigilante e de estar sempre alerta pode causar problemas a quem vive em apartamentos. Uma vez que estranha pessoas desconhecidas e o seu latido é bastante sonoro, tende a incomodar os vizinhos. Contudo, quando bem treinado, pode viver num espaço pequeno sem causar problemas de maior, exceto quando decide cavar um ou outro vaso, uma das suas especialidades. Como tem muita energia, o melhor é entretê-lo com brinquedos. De outra forma, o tédio e o nervosismo preencherão os seus dias. Não é muito dado à vida em comum com outros animais, a não ser que tenha sido criado com eles, podendo tornar-se um pouco conflituoso. Se forem dois machos ou duas fêmeas da mesma raça, a luta pela liderança é garantida. Um dos pontos positivos destes cães é que dificilmente adoecem e são uma das poucas raças que não tem registo de doenças hereditárias. São muito alegres e energéticos, por isso, aconselhados a viver com pessoas que gostam de atividade diária, especialmente crianças, visto que o Fox Terrier dificilmente se cansará das suas brincadeiras. Não devem ser, seguramente, a primeira escolha para a companhia de idosos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fox Terrier

Personagem de banda desenhada
Bastante referenciado em histórias de cinema e de banda desenhada, este é um cão muito famoso. Tal como todas as vedetas, este também tem os seus caprichos. Habituado a ambientes de caça, onde é muito bom, o Fox Terrier tende a ser desafiador e teimoso. Conheça mais sobre a raça que caiu nas graças de Eduardo VII, rei de Inglaterra.

Origem
A origem do Fox Terrier não é fácil de definir, até porque não existe uma data certa que determine o seu surgimento. Subsiste a ideia, segundo registos da época que, já no tempo da Roma Antiga, existiam cães parecidos com Terriers. Contudo, sabe-se que foi só no século XVIII que a raça se impôs, quando foi desenvolvida por ingleses para coadjuvar o Fox Hound na caça à raposa. O Fox Hound encontrava e cercava as presas, no entanto, devido ao seu tamanho, tinha dificuldades em retirá-las da toca. Nesse aspeto o Fox Terrier foi indispensável. Esta raça tinha a função de afugentar a presa da toca, o que fazia sem dificuldades, porque tinha todas as características a seu favor: era destemido, ágil, forte e compacto. As raposas eram presas fáceis
para estes cães e por isso estiverem na origem do seu nome - Fox significa raposa em inglês. Devido às suas características marcantes, a raça transformou-se em pouco tempo numa das mais populares de Inglaterra, ganhando rapidamente a admiração daqueles que queriam um cão ágil de companhia. Esta raça apresenta duas variedades, a de pelo macio e a de pelo duro. Também a origem de cada uma destas variedades apresenta mais dúvidas do que certezas. O Fox Terrier de pelo macio descende provavelmente de algumas raças Terrier dos Condados de Cheshire e Shropshire, em Inglaterra, bem como do Beagle e do Greyhound. Já os registos do Fox Terrier de pelo duro oferecem mais do que uma teoria à volta da sua origem. Alguns defendem que a variedade se desenvolveu a partir de cruzamentos entre Dachshunds e Galgos Ingleses e, mais tarde, Foxhounds e Beagles. Outros defendem que o Fox Terrier de pelo duro evoluiu a partir do Fox Terrier de pelo macio, através de cruzamentos com fêmeas de pelo duro e há ainda quem tome partido da versão de que estes cães são originários das minas de carvão, no País de Gales. Assim, os ascendentes do Fox Terrier de pelo duro seriam diferentes dos de pelo macio. Contudo as duas raças foram, mais tarde, cruzadas na tentativa de aperfeiçoar a pelagem macia. Esta pode ter sido uma das razões pela qual ambas foram reconhecidas como Fox Terrier.

Tem uma imagem forte, usada tanto no cinema como em banda desenhada

História
O Fox Terrier foi companheiro de reis, entreteve multidões no cinema e ganhou mais prémios no Kennel Club de Westminster do que qualquer outra raça. Eduardo VII, rei de Inglaterra, tinha um Fox Terrier de pelo duro que adorava. Chamava-se César e tinha uma coleira com a seguinte inscrição: “Eu sou César. Eu pertenço ao rei”. Conta-se que, em 1910, quando Eduardo VII morreu, o animal marchou de semblante pesado atrás do seu caixão. Alguns anos antes desse triste acontecimento, em 1860, foi emitido o primeiro registo da raça e em 1876 foi criado o primeiro clube dedicado a este animal, o Fox Terrier Club, em Inglaterra. Os primeiro registos da importação da raça para os EUA datam de 1879, sendo que os cães de pelo macio foram uns anos mais cedo do que os de pelo duro. A RCA (Radio Corporation of America) tornou os Fox Terriers de pelo macio numa das raças mais reconhecidas de cães, por ter utilizado um exemplar no seu logotipo. A popularidade da raça disparou ainda mais quando, em 1930, o filme The Thin Man foi lançado. A comédia, cujo Fox Terrier de pelo duro era uma das personagens principais, fez com que este cão se tornasse num popular animal de estimação do outro lado do Atlântico. Por essa altura, mais precisamente um ano antes, a personalidade efusiva do Fox Terrier também começa a fazer furor numa das histórias de banda desenhada mais conhecidas de sempre: As Aventuras do Tintim. Hergé, autor da banda desenhada, criou Milu, o fiel companheiro da personagem principal, inspirado num Fox Terrier de pelo duro. Anos mais tarde, em 1985, o American Kennel Club reconheceria, formalmente, as duas variedades como raças separadas, no entanto os padrões de ambas são mantidos pelo mesmo clube, o American Fox Terrier Club.

Na caça é ótimo a afugentar as presas da toca

Morfologia
As duas variedades da raça Fox Terrier tanto podem ser bicolores, como tricolores, sendo que, em qual exquer um dos casos, o branco deve predominar. Nos bicolores as manchas são todas pretas ou todas castanhas, já os tricolores podem ter manchas de ambas as cores. Os de pelo macio quase não necessitam de cuidados com a pelagem, apenas uma escovagem para eliminar os pelos mortos, mas os Fox Terrier de pelo duro, para além desses cuidados, precisam também de cortes periódicos. O tamanho ideal desta raça é de 40 centímetros de comprimento desde a cernelha e pesam, habitualmente, entre os sete e os oito quilos, sendo as fêmeas ligeiramente menores. A sua cabeça é alongada, o crânio um pouco achatado e o focinho afunilado. Têm maxilares fortes e orelhas pequenas, em forma de V e dobradas para a frente, um requisito essencial na raça. Os seus olhos parecem pequenas azeitonas, pois são redondos e escuros, tal como o seu nariz, o que lhe confere um ar meigo. A cauda costuma ser amputada, por volta dos cinco dias de vida, para lhe retirar cerca de um terço do comprimento. Em adultos, a cauda esticada deverá ficar à altura da sua cabeça. O peito é profundo e as pernas musculadas, características distintivas de um excelente cão de caça.

Temperamento
Este é um cão especial, que requer um dono especial também. Tendo em conta a sua personalidade forte, o ideal é que o dono tenha autoridade e experiência a lidar com animais, mas sem recurso à violência. São cães que agem por impulso e que gostam de explorar, o que, por vezes, faz com que se tornem desafiadores e teimosos. O Fox Terrier está sempre alerta, característica que faz dele um bom cão de guarda. Adora correr, caçar e brincar. Quando posto à prova, pode obter excelentes resultados, provenientes da sua rapidez e agilidade. A atividade que esteve presente na sua origem, a caça, deu-lhe sentido de independência, autoconfiança e determinação. Apesar de não ser um cão de grande porte, precisa de exercício físico constante para se manter em forma e mentalmente saudável.

O seu ar dócil deve-se aos seus olhos e nariz arredondados

Prós e contras
O facto de ser um bom cão vigilante e de estar sempre alerta pode causar problemas a quem vive em apartamentos. Uma vez que estranha pessoas desconhecidas e o seu latido é bastante sonoro, tende a incomodar os vizinhos. Contudo, quando bem treinado, pode viver num espaço pequeno sem causar problemas de maior, exceto quando decide cavar um ou outro vaso, uma das suas especialidades. Como tem muita energia, o melhor é entretê-lo com brinquedos. De outra forma, o tédio e o nervosismo preencherão os seus dias. Não é muito dado à vida em comum com outros animais, a não ser que tenha sido criado com eles, podendo tornar-se um pouco conflituoso. Se forem dois machos ou duas fêmeas da mesma raça, a luta pela liderança é garantida. Um dos pontos positivos destes cães é que dificilmente adoecem e são uma das poucas raças que não tem registo de doenças hereditárias. São muito alegres e energéticos, por isso, aconselhados a viver com pessoas que gostam de atividade diária, especialmente crianças, visto que o Fox Terrier dificilmente se cansará das suas brincadeiras. Não devem ser, seguramente, a primeira escolha para a companhia de idosos.

sábado, 17 de março de 2012

Treinar o cão em casa ou numa escola?

Ao contrário do que se pensa, as escolas de treino de cães ensinam mais o dono do que propriamente o cão. O cão está programado geneticamente para obedecer ao líder. As escolas acabam por ensinar ao dono como assumir-se como líder perante o cão para que este o obedeça.
Contudo, hoje em dia é relativamente fácil encontrar informação que ajuda o dono a treinar o cão em casa. Livros com imagens ou vídeos na internet vão revelando todos os truques aos donos. O que faz com que muitos se questionem sobre a necessidade de levar um cão a uma escola de treino.

As principais vantagens de ir com o seu cão a uma escola são:
-assumir o compromisso, garantindo que naquela hora está completamente dedicado ao cão, o treino não é interrompido por outras questões mais importantes e não é adiado;
-poder explicar e esclarecer as suas dúvidas com um treinador, não só sobre a obediência básica, mas também sobre qualquer outra questão do comportamento canino;
-ter um treino adaptado ao seu cão por um profissional que é capaz de perceber o que melhor se adequa ao cão.

Quando se fala no treino do cão, este deve ser sempre feito pelo dono. Não aceite que o treinador faça o treino por si. Deve ser o dono a dar os comandos ao cão, a andar com ele à trela, etc. Isto permite que o cão o veja como líder a si em vez de atribuir esse papel ao treinador e também melhorar a comunicação entre o dono e o cão.

O treino em casa funciona nas seguintes situações:
-dono tem experiência com cães;
-cão reconhece o dono como líder;
-dono conhece outros cães sociáveis com quem o cão possa ser socializado com confiança;
-dono pretende apenas um cão com obediência básica – senta, deita, fica, larga, entre outros comandos.

A escola de treino é necessária nas seguintes situações:
-dono é inexperiente e não sabe como exercer liderança sobre o cão;
não encontra informação ou os livros/artigos/vídeos que encontra não se adaptam à sua situação;
-dono não conhece outros cães sociáveis ou tem um animal bastante dominante que necessita de uma socialização mais intensa;
-dono não sabe resolver um problema de comportamento que o cão apresenta;
-cão tem traumas, devido a maus tratos ou negligência, que está com dificuldade me ultrapassar;
-dono pretende que o cão pratique agility ou outro desporto canino.

FACTOS E MITOS ACERCA DOS GATOS - O que se diz por ai dos nossos amigos felinos... será verdade?


É só vantagens para ter um gato!

Existem certas crenças populares acerca dos nossos amigos felinos. Verdade? Mentira? Analisemos algumas deles: 

O gato ronrona porque está contente.
Falso. Certos gatos em sofrimento também ronronam. O ronronar indica uma disposição social amigável e pode ser dado como sinal para, por ex., um gato veterano, informando que certo gato com problemas tem necessidade de amizade, ou pode constituir um sinal para o dono, exprimindo o agradecimento pela amizade obtida. O ronronar traduz um comportamento infantil. Os gatinhos ronronam a partir da primeira semana de vida e isso indica à mãe que tudo está bem com a sua prole. Já nos gatos adultos isso traduz uma certa dependência do contacto entre os donos e os gatos. 

Os gatos arranham o sofá por puro prazer. 
Falso. O gato arranha a superfície que ele entende que lhe dá boa chance de eliminar as unhas velhas, renovando as garras. Também o faz para marcar território, colocando aí “marcas de cheiro” imperceptíveis aos nossos precários narizes, visto que os felinos possuem glândulas odoríficas na parte inferior das patinhas. Quanto mais o gato usa essa superfície, mais é atraído a ela, pois possui o seu cheiro. O gato também arranha como forma de exercício, espreguiçando-se. 

Os gatos são traiçoeiros: quando se oferecem de barriga, mordem quem lhes faz festas. 
Falso. O gato deita-se de costas oferecendo a barriga apenas a quem ele considera amigo íntimo. É como se o seu gato dissesse: “ eu mostro-te a minha barriga em demonstração da minha confiança em ti, por adoptar esta postura tão vulnerável na tua presença”. Mas uma coisa é mostrar, outra bem diferente é deixar acariciar! Nem sempre é seguro concluir que um gato nessa posição espera ser acariciado. Muitas vezes a resposta é uma violenta sapatada com as patas traseiras. A região abdominal é tão fortemente protegida que os gatos não apreciam contactos nessa zona. Por isso eles estabelecem um limite que os donos nem sempre entendem: podem ver, mas não devem tocar! 

Os gatos adultos tacteiam o colo dos donos com as patas dianteiras confundindo o dono com a própria mãe. 
Verdadeiro. É deveras aborrecido quando o nosso gato salta para o nosso colo, tendo as unhas compridas, desata a “amassar-nos” com aquelas unhas, baba-se todo e nós ficamos com as pernas doridas e acabamos por mandá-lo para o chão! O pobre gato fica mesmo desapontado! Porquê? Na realidade ele julga que nós somos a mãe-humana dele. São esses os movimentos que ele tinha quando mamava na mãe, a fim de espremer o leite. O babar-se revela a atitude de mamar. Esta reminiscência de comportamento infantil deve-se ao facto que os gatos caseiros continuam a ser cuidados e alimentados por nós humanos, e o gato adulto permanece gatinho em muitos sentidos, encarando-nos como falsas mães. Não faça o gato infeliz! Corte-lhe as unhas e deixe-o “pisar o leite” no seu colo, coitado! 

Os gatos enterram os excrementos porque são asseados 
Falso. Em primeiro lugar é para eliminar o cheiro que exalam. Na realidade, se estivermos perante um gato dominante, ele NÃO ENTERRARÁ os seus excrementos, deixando-os bem à vista para marcar território. O facto dos nossos gatos enterrarem tão bem os excrementos revela o quanto eles se sentem subordinados em relação a nós. Acham-nos fisicamente mais fortes e sabem que controlamos o seu modo de vida (especialmente porque somos nós que lhes fornecemos o seu alimento). Quando um gato deixa as fezes por enterrar é sinal que algo está errado. Pode ser uma questão de auto-afirmação, dominância em relação a outro animal lá em casa ou pode ter aversão ao material absorvente que existe no caixote. 

Os gatos cuidam do pêlo por uma questão de higiene. 
Verdadeiro. Mas não só. Realmente lamber o pêlo amacia-o, permite que ele seja uma capa de isolamento contra as intempéries, mas também ao molhar o pêlo, o gato refresca-se nos dias de maior calor. O gato também se lambe para aliviar o stress. Daí que gatos muito enervados se lambam compulsivamente. Este será um caso a ser visto pelo médico veterinário, se o gato se lamber tanto a ponto de ficar sem pêlo em certas zonas. 
Os gatos também se lambem para ficar com o seu próprio cheiro, ou para eliminar outros cheiros que estejam no pêlo. É o caso do gato que vai lamber o pêlo depois dono lhe ter feito uma festa. O animal vai eliminar o cheiro da mão do dono, substituindo-o pelo cheiro da sua saliva. Os gatos lambem-se para estreitar o seu relacionamento social. Há que ter em atenção a formação das temidas bolas de pêlo no estômago. Fale com o veterinário acerca de uma pasta de malte para a sua eliminação. 

Os gatos abanam a cauda quando estão zangados. 
Verdadeiro. O abanar a cauda reflecte um estado agudo de conflito mental. Colocado perante uma situação difícil em que o animal pode ter duas reacções possíveis, o gato fica quieto e abana a cauda. Quando uma decisão é tomada, acaba o conflito e a cauda fica quieta. Por exemplo, o gato está a ser acariciado. Não lhe apetece receber festas. Ele entra em conflito: ou morde para desencorajar o dono ou foge. A cauda começa a chicotear. Assim que resolve o problema, deixa de abanar a cauda. 

Os gatos odeiam as portas.
Verdadeiro. As portas são um entrave à vida social normal do gato! Por vezes o gato mia para sair de casa. Assim que sai, ao fim de 10 minutos já está a miar para voltar a entrar. Nada mais natural se entendermos o motivo. O gato quer inspeccionar as suas redondezas, recolher informações e avivar as marcas dele deixadas no seu território. Uma curta vistoria para cumprir com todos estes objectivos é o suficiente para pôr o bichano feliz. E é claro, ele não troca o conforto do lar pelo perigoso exterior! 

Os gatos só vêm a preto e branco 
Falso. Estudos recentes provaram que os gatos conseguem distinguir entre o vermelho e o verde, o vermelho e o azul, o vermelho e o cinzento, o verde e o azul, o azul e o cinzento, o amarelo e o azul e o amarelo e o cinzento. Mas seja como for, as cores não são tão importantes na vida dos gatos como são na nossa. 

As gatas com o cio miam por que estão a sofrer 
Falso. O miado constante bem como o acto de se rebolar constitui um comportamento sexual feminino felino normal. É preciso notar que os gatos em circunstâncias normais são silenciosos e até passam despercebidos. A sua comunicação depende muito de sinais olfactórios e não tanto de sons, tal como se passa nos cães. A fim de atrair os machos, as fêmeas em cio têm de adquirir posturas “anormais”, fazendo barulho, rebolando-se, exibindo-se, tudo para atrair os machos. O miado não envolve sofrimento nenhum, assim como qualquer fêmea de qualquer espécie animal com cio não sofre dores nenhumas. 

Ter um gato reduz o stress e melhora a saúde do dono 
Verdade. O contacto físico com um animal reduz bastante o stress dos donos. Basta acariciar um gato para de facto reduzir naturalmente a pressão arterial! Os benefícios para milhões de pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares é indescritível. De vez em quando alguns de nós ficamos feridos e traumatizados psicologicamente. Por vezes deixamos até de confiar nos seres humanos, de tantas decepções nos causarem... para estas pessoas, uma ligação com um gato pode proporcionar grandes recompensas, destruindo as suspeitas e sarando feridas antigas. Cuidar de um animal descontrai e até é usado como terapia em certas instituições de saúde que cada vez mais utilizam os animais como fonte de terapia e apoio psicológico a doentes internados.


Animal da Semana - Pixie Bob

Gato companheiro com dedos a mais

Descendente de selvagens
O Pixie Bob é uma raça relativamente recente, contudo a sua origem parece pouco clara e está envolta em algumas dúvidas. Sabe-se que Ann Brewers começou a desenvolver a raça em 1985, cruzando uma fêmea doméstica sem raça definida e um macho selvagem, que se calcula ter sido o Red Coastal Bob Cat, uma pequena espécie da América do Norte, com o qual o Pixie Bob é muito parecido. A criadora adotou dois exemplares, resultantes desse cruzamento, e em 1986 nasceu Pixie, a precursora da raça Pixie Bob. Desde sempre, este gato, começou a despertar interesse, principalmente devido ao seu lado exótico, e cedo recebeu reconhecimento por parte da segunda maior associação de gatos dos EUA, a TICA (The International Cat Association), onde está registado como raça doméstica. 

“São fiéis como cães e aprendem rapidamente”

Tal cão, tal gato 
Embora fisicamente seja muito parecido com um animal selvagem, este felino é muito calmo e companheiro, chegando mesmo a ser comparado a um cão. É capaz de desenvolver uma estreita e significativa relação com a família de acolhimento. São tão dóceis e sociáveis que podem, inclusivamente, ser passeados na rua, com a utilização de uma coleira. Ao contrário dos outros gatos, mais independentes, este animal é muito afetuoso e chega a ser possessivo para com o seu dono, a quem dá as boas-vindas à porta de casa. 

Fisionomia exótica 
A sua pelagem lembra a de um gato selvagem, herança deixada pelo ascendente Bob Cat. Tanto podem ser encontrados com pelo mais longo, como com pelo mais curto e a coloração tende mais para o cinzento ou castanho, ambos com manchas. É bastante suave ao toque, ainda que tenha um pelo resistente e impermeável Tem olhos azuis amendoados e a cabeça é redonda e larga, o que lhe confere um ar exótico. São animais relativamente grandes, com exemplares machos que chegam aos oito quilos e com fêmeas que pesam cerca de seis. A cauda é um dos seus atributos especiais, sendo de tamanho muito reduzida ou mesmo inexistente. Outro facto curioso é que nascem com de- dos em quantidade superior ao normal - cerca de seis a sete nas patas dianteiras e cinco ou seis nas traseiras. O Pixie Bob é um gato com um corpo musculado e pernas fortes. 

“O seu ar selvagem contrasta com a sua personalidade afetuosa”

Bom companheiro 
As famílias que moram em apartamentos pequenos podem receber um Pixie Bob, sem que este lhes destrua a casa. São animais que se adaptam facilmente e têm um comportamento bastante pacífico. Podem ser bons companheiros de viagem, desde que sejam habituados a isso desde cedo. A sua tranquilidade também faz desta raça de felinos uma das melhores para lidar e conviver diariamente com crianças. Apesar de até ser considerado um bom caçador, o Pixie Bob prefere o conforto do lar às aventuras mais selvagens da vida. Tem sido frequentemente apelidado de “cão disfarçado”, tendo em conta a sua facilidade em aprender quando treinados e a sua imensa coragem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Animal da Semana - Sphynx - O gato sem pêlo!

História

O Sphynx, ou Esfinge, destaca-se das outras raças por não ter pêlo. De tempos a tempos, surgem naturalmente gatos sem pêlo nas ninhadas de progenitores com pêlo. Acredita-se que os Astecas criavam gatos sem pêlo. Contudo o Sphynx surge apenas na década de 70 do século XX.

Em 1966, nasceu em Toronto, nos Estados Unidos da América, um gato sem pêlo chamado Prune. Mais tarde, uma gata com pêlo e o seu filho sem pêlo foram resgatados de um gatil também na mesma cidade. Foi a partir destes exemplares que a raça se fundou. Na Europa e nos Estados Unidos da América foi introduzido sangue de novos exemplares que surgiram espontaneamente.

Hoje em dia a raça foi já estabilizada, o que permitiu ser reconhecida como raça independente pelas maiores associações de gatos internacionais. Contudo, uma das razões por detrás deste reconhecimento terá sido o facto de evitar a mistura entre o Sphynx e o Devon Rex. Os genes desta raça favorecem a propagação do gene “sem pêlo” às ninhadas.

O Sphynx é uma raça extremamente rara, mas que foi muito bem recebida nos Estados Unidos da América.

Temperamento

Sem dúvida um dos mais excêntricos representantes felinos, o Esfinge é um gato muito especial. Brincalhão e activo dá vida a qualquer casa. Tem um temperamento afectuoso e sociável. Dá-se bem com outros gatos e cães. Gosta de ser o centro das atenções e exige um dono dedicado. O Sphynx é um gato inteligente e voluntarioso, sendo fácil de treiná-lo para obedecer a comandos do dono.

Descrição
Absolutamente inconfundível, dado que não apresenta o tradicional revestimento piloso, o Sphynx não é para todos os gostos.

O corpo é de tamanho médio, de ossatura fina, mas musculoso. A cabeça oval termina num nariz curto e exibe orelhas muito grandes e arredondadas na ponta. Os olhos em forma de limão variam de cor conforme o padrão da pelagem. As patas compridas e esguias têm um formato abaulado. A cauda comprida é afilada.

Tipo de Pêlo

Apesar de ser apelidado de raça sem pêlo, o Sphynx apresenta uma camada fina e rala de pêlos que cobrem a pele. A pele pode apresentar qualquer um dos padrões das outras raças. A pele é enrugada em algumas zonas da cabeça e do corpo, à volta do pescoço e das pernas e lisa no resto do corpo.

Curiosidades

Apesar de ser uma raça recente, o Sphynx é já bastante popular no pequeno e grande ecrã.
No filme Austin Powers, o gato do Dr. Evil é um Sphynx. Esta raça também já fez uma aparição na série Friends, no espisódio "The One with the Ball". Nos desenhos animados Kim Possible da Disney, a vilã Camille Leone surge sempre com um gato desta raça. No videoclip I Miss You da banda Blink 182, um gato Sphynx aparece em algumas cenas, tendo direito a uma grande plano do focinho.

Higiene

O Sphynx parece ser um gato mais fácil de manter por não ter pêlo e não exigir escovagens regulares. Contudo, o Sphynx exige banhos frequentes. Como o gato não tem pêlos para absorver a oleosidade, produzida para proteger a pele, esta vai-se acumular rapidamente. Um banho por semana é suficiente para manter a pele limpa.O Sphynx deve também ser limpo todos os dias com um pano próprio para o seu tipo de pele.

Saúde

A exposição do Sphynx à luz do sol deve ser limitada, uma vez que a pele não está protegida pelo pêlo e as queimaduras solares podem ocorrer.
O Sphynx é um gato de interior e não lhe deve ser permitido sair de casa. A falta de pêlo tornam difícil a regulação da temperatura pelo próprio corpo.
Estes gatos podem ter frio no inverno, conforme a amplitude térmica da zona onde vive. Regra geral, se o dono estiver confortável com a temperatura ambiente, então o Sphynx também está.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Scruffy" New Carnivorous Mammal Found

Revealed Monday, the first new species of meat-eating mammal to be discovered in 24 years bears its teeth for the cameras in a recent picture.

First spotted swimming in Madagascar's Lac Alaotra in 2004, the cat-size creature resembles a "scruffy ferret" or mongoose, said John Fa, a director of conservation science at the U.K.'s Durrell Wildlife Conservation Trust, who was part of the discovery team.

"We biologists are a bit like children," Fa said. "We like new things. So a new species is something that really excites us."

Dubbed Durrell's vontsira in honor of the late conservationist Gerald Durrell, the new carnivore is an especially rare find: "The probability of finding a new herbivore"—or plant-eater—"is always greater, because there're more of them," Fa said. "Carnivores are much more specialized and usually found in low densities."

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Chow Chow - Animal da semana


Estofo de leão

No dia em que Deus pintou o céu de azul, escorreram algumas gotas de tinta para a Terra, as quais o curioso Chow Chow acabaria por lamber, tingindo-lhe, para sempre, a língua de azul. Assim dita a lenda a razão pela qual esta raça de cães tem a língua azulada. Não acredita? Então, que outra justificação poderia haver?

Origem
Mais do que em factos, há crenças no que à origem da raça diz respeito. Existe uma forte probabilidade de que tenha surgido no Círculo Árctico de onde, mais tarde, terá descido, em direcção à Mongólia e Sibéria. Terras brancas de frio e neve, que justificam a necessidade de um pêlo espesso e resistente, capaz de o manter quente durante os rigores do Inverno nestas paragens tão a Norte do planeta. Pelagem que foi também a sua maldição, pois era não apenas cobiçada como utilizada no fabrico de vestuário. A acreditar nesta possível origem — que do seu lado tem a semelhança dos primeiros fósseis de cães com o actual Chow Chow —, há autores que defendem que do Chow Chow terão derivado outras raças como o Samoyedo, o Elkhound norueguês, o Keeshound ou o Pomeranian. Quem não se atreve a recuar tanto em hipóteses ancestrais, ainda que plausíveis, fixa-se em factos que ficaram documentados e que situam a sua origem nuns, ainda assim, longínquos 2000 anos, altura em que, surge representado em esculturas e pinturas em porcelanas chinesas da Dinastia de Han, que se estendeu de 206 a.C. a 22 d. C. Por estas, percebe-se que a raça era utilizada pelos imperadores da China na caça ao faisão, aos lobos, cumpria funções de guarda e era ainda um cão de trabalho e de tracção: puxava trenós. Pode ainda arriscar-se que é um parente do Shar-Pei, com quem partilha a particularidade da língua azul.

Na China imperial era utilizado na caça, no pastoreio, e como cão de guarda e tracção, puxando trenós
História
A raça manteve-se uma exclusividade do oriente até finais do século XVIII, altura em que chegou a um jardim zoológico de Inglaterra. Só aí, o Chow Chow, que até então tinha vivido na sombra dos célebres Pequinês, Lhasas e Shih-Tzu, raças com honras reais, foi catapultado para o estrelato, principalmente após o interesse que a rainha Vitoria revelou por estes cães com juba. Em 1890 funda-se o primeiro clube da raça, que não tarda a chegar aos Estados Unidos e ao Canadá. No séc. XX, atinge um confortável patamar de popularidade ao qual não são alheios dois factores de peso: o seu aspecto patusco, que tem tanto de leão como de urso, e o facto de ser o eleito de celebridades mundialmente conhecidas como o médico austríaco Sigmund Freud, pai da psicanálise.

Morfologia
Altura — Entre os 48 e os 56 cm, no caso dos machos, e entre os 46 e os 51 cm, no caso das fêmeas.
Peso — Entre os 20 e os 32 quilos.
Porte — Médio.
Pelagem — Existe a versão de pêlo curto, em que este se apresenta abundante, denso, liso e macio, e a versão de pêlo comprido, igualmente denso e liso, bastante abundante, encorpado e rude, particularmente exuberante à volta do pescoço, zona onde forma uma estola a lembrar a juba dos leões.
Cor — Vermelho, azul, preto, gamo e creme.
Cabeça — Volumosa, larga e achatada. Focinho e nariz largos.
Olhos — Pequenos, amendoados e escuros.
Orelhas — Pequenas, arredondadas e erectas
Língua — Azul. Um traço que o assemelha a alguns ursos de pequeno porte.
Corpo — Compacto e bem proporcionado. Peito largo e pescoço forte. Dorso curto, horizontal e forte.
Membros — Musculados e com forte estrutura óssea mas com pouca angulação articular o que faz com que, principalmente as patas traseiras, se mantenham rectas o que lhe confere a sua peculiar forma de caminhar. Pés arredondados, a lembrar os dos gatos.
Cauda — Inserção alta.

Temperamento
O Chow Chow é um cão calmo, reservado na demonstração de afectos, silencioso e muito independente e auto- confiante. É ainda corajoso e deveras sensível. Trocando adjectivos por miúdos, esteja consciente de que é um cão extraordinário, fiel e dedicado ao dono, a um dono em particular, mas cujo temperamento tende a impor-se como o elemento dominante da família. Cabe ao dono refrear a sua ânsia de chefiar a sua matilha/família. O treino deve começar logo em cachorro, ser firme, persistente e rigoroso, para quebrar a sua teimosia, mas deve igualmente ser revestido de muita calma e paciência, uma vez que é muito sensível. Deve ser bem sociabilizado desde tenra idade, seja com pessoas ou outros animais, uma vez que se revela muito desconfiado perante estranhos (não esquecer que é um cão de guarda), e relativamente conflituoso com outros cães, e nem sempre tolerante com outros animais (não é à toa que tem jeito para o pastoreio). Imponha regras e normas que o animal tem de seguir e mantenha-se firme no cumprimento das mesmas, sem abrir excepções. Ele precisa de sentir uma liderança forte por parte do dono. Se for bem sucedido, vai obter um excelente e bem comportado companheiro. Se não conseguir impor-se como líder, poderá ter problemas sérios para resolver, como acontece com qualquer outra raça de carácter dominante e possessivo. Não é um cão que exija demasiados mimos. Claro está que cada animal tem o seu carácter, independentemente das características próprias de cada raça.

Freud, médico considerado o pai da psicanálise, tinha um cão de raça Chow Chow

Prós e Contras
Escovagem
— Duas a três vezes por semana. Deve habituá-lo desde pequeno a este ritual de higiene que vai ajudar a manter o esplendor da sua pelagem e eliminar assiduamente a considerável quantidade de pêlo que regularmente lhe cai, com maior intensidade na altura da muda. Nesse sentido, não são uma raça aconselhável a quem sofra de alergias.
Exercício físico — A rotina diária deve contemplar cerca de uma hora de exercício, evitando as horas mais quentes do dia, pois sofre com o calor. Desde que exercitados diariamente, o que ajuda a contrariar a sua tendência para a preguiça e a limar alguns problemas de comportamento, adaptam-se e são felizes vivendo em apartamentos.
Pele — Bastante sensível ao calor, o que implica que, caso vivam fora de portas, tenham um local fresco e à sombra onde se possam refugiar.
Saúde — É uma raça saudável sem historial de doenças geneticamente transmissíveis, que mereça menção. Podem viver entre os nove e os 15 anos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

beija flor enrola a lingua em forma de canudo para extrair o nectar das flores

O beija-flor é capaz de extrair néctar de uma flor enrolando sua língua no formato de um canudo bem pequeno. Como ele faz isso?
A resposta é que o beija-flor está se aproveitando das forças da tensão superficial, as mesmas forças que fazem a água assumir o formato de gotas, em vez de se espalhar para os lados, ao ficar sobre uma superfície dura.

"Estive analisando a imagem geral das estratégias do ato de beber na natureza", disse John W.M. Bush, professor de matemática aplicada do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Esse é agora um grande tema para mim."
No ano passado, ele mostrou como alguns pássaros costeiros usavam a tensão superficial para puxar gotas de água até a boca, através de seus longos e finos bicos.

Para a mais recente pesquisa, Bush e seus colegas descobriram que, quando um beija-flor enfia sua língua em uma flor, a língua, com um comprimento de aproximadamente três quartos de uma polegada, se enrola no formato de um cilindro com o diâmetro 25 vezes menor que uma polegada, graças à tensão superficial.
"A língua do beija-flor parece um canudo com uma fenda", disse Bush.

Também por causa da tensão superficial, as fendas na língua cilíndrica ficam bem fechadas, começando da ponta. O néctar é puxado para cima, e o cilindro é preenchido. Em seguida, o beija-flor limpa bem sua língua e engole. Impressionantemente, ele repete esse processo vinte vezes por segundo enquanto se alimenta.
A pesquisa sobre a língua do beija-flor, que Bush apresentou no último domingo em um encontro da Divisão da Dinâmica de Fluidos da Sociedade Americana de Física, não é apenas uma curiosidade biológica.

As descobertas podem ser úteis para pesquisadores que estão construindo laboratórios químicos em miniatura --os chamados laboratórios em um chip--, que precisem mover minúsculas gotas de compostos químicos. "A natureza já resolveu esses problemas", afirmou Bush.

do New York Times

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cetáceos

Cumprindo na água todo o seu ciclo vital, incluindo todas as fases de reprodução, os cetáceos são os mamíferos mais afastados do primitivo insectívoro original.
A grande cabeça continua, sem pescoço visível, num corpo fusiforme e nu, onde se observa apenas um par de barbatanas, que são extremidades anteriores modificadas, uma pequena barbatana dorsal, e um grande apêndice caudal, que diferentemente do dos peixes, termina numa barbatana achatada horizontalmente, e não no sentido vertical.
Os membros posteriores desapareceram e os pêlos reduziram-se a poucas vibrissas sensoriais na cabeça. Os dentes sofreram também notáveis modificações, pois, ao ingerir o alimento debaixo de água, é impossível mastigá-lo.
Um grupo de cetáceos, o dos Mistacocetes, ou verdadeiras baleias, dotadas de barbas, carecem absolutamente de dentes, enquanto os Odontocetes - cachalotes, golfinhos, etc. - têm dentes, mas todos iguais, não especializados e, por vezes, apenas na mandíbula, com exclusiva função de agarrar ou arrancar pedaços às vítimas, e nunca de as triturar.
Os Mistacocetes têm um par de orifícios nasais e os Odontocetes apenas um. Estes orifícios são denominados espiráculos. Quando uma baleia emerge, liberta pelos espiráculos, num par de segundos, o ar contido nos seus pulmões, que sai à pressão em forma de nuvem de vapor.
Como adaptação tendente a evitar os perigosos efeitos da pressão nas profundidades, os cetáceos,que chegam a submergir abaixo dos 900 m, como no caso do cachalote, têm reduzidas ao mínimo as cavidades cheias de ar ou outro gás no seu corpo. Antes da imersão esvaziam os pulmões, que são menores que os de um mamífero terrestre, eliminando assim, tal como as focas, o perigo do « mal dos mergulhadores ».
Para evitar a perda de calor corporal é necessário que o interior do animal esteja isolado da água fria onde vive. Os cetáceos carecem de pêlo e têm uma pele muito fina, que só em casos excepcionais ( cachalote, beluga... ) se pode converter em couro. Sob a derme, no entanto, dispõem de uma camada de gordura muito espessa que actua como isolante.

O mais formidável e aterrorizante predador que tem existido no nosso planeta é o roaz-de-bandeira ( orca ) de bela coloração branca e negra.
Embora mais abundante em torno dos pólos, os roazes-de-bandeira têm uma distribuição mundial que parece ser devida à sua dieta omnívora e à sua grande tolerância ás diferentes temperaturas.
Poderia dizer-se que os golfinhos constituem uma das maiores maravilhas da evolução, que « conseguiu », partindo de animais terrestres, respiradores de ar atmosférico, os mais perfeitos animais aquáticos.
Os golfinhos respiram por um único orifício nasal, denominado espiráculo e localizado no alto da cabeça. Os lábios internos do canal nasal são os produtores de sons, utilizados na ecolocação e comunicação.

Informações sobre mamíferos

Os primeiros vertebrados, tal como os primeiros povoadores do mundo, eram seres aquáticos. Só gradualmente se foram originando, num longo processo evolutivo, as estruturas e adaptações que vieram a permitir a vida em terra firme. O primeiro passo foi dado por alguns peixes que podiam sair da água por breves momentos, mas mais notória ainda foi a adaptação dos anfíbios, capazes de passarem muito tempo fora de água, da qual, todavia, estão amplamente dependentes durante as épocas de reprodução e desenvolvimento das larvas. Já nos anfíbios as barbatanas tinham dado lugar às quatro extremidades características dos vertebrados que se deslocam no solo.
Depois, com os répteis, surgiu o ovo capaz de se desenvolver longe da água, visto o embrião se manter num líquido, espécie de meio aquático interno, contido no próprio ovo. A partir dos répteis, diversificaram-se, por um lado, as aves, com as extremidades anteriores transformadas em asas e senhoras do ar, e, por outro lado, os mamíferos, capazes de transportar e alimentar o embrião durante o seu desenvolvimento pré-natal e senhores absolutos da terra firme. Mas os mamíferos, cujo processo evolutivo começou há aproximadamente 60 milhões de anos, não se cingiram ao povoamento da terra.

Apareceram posteriormente mamíferos voadores, muito semelhante a aves, e outros aquáticos, que nos casos extremos de adaptação apresentam notáveis convergências com os peixes.
Competindo com estes, vertebrados aquáticos por excelência, e modificando-se a sua anatomia e morfologia à medida que se adaptavam ao meio aquático, prematuramente abandonado e agora de novo colonizado, os mamíferos chegaram também a ser os senhores do mar, contando-se entre os mamíferos marinhos o maior vertebrado que jamais existiu no planeta: a baleia-azul.

Para viver com êxito no mar bastaria, indubitavelmente, ser como os peixes. Mas, quando os peixes tivessem ocupado todos os nichos ecológicos compatíveis com o seu nível de organização, só novas formas estruturais ou novos nichos ecológicos permitiriam que outros seres o povoassem.
Para que hoje haja no mar focas e morsas, baleias e manatins, foi necessário que nalguns peixes tivessem surgido as extremidades para se deslocarem e os pulmões, transformando-se, com estes órgãos, em anfíbios; alguns libertaram-se da água quando apareceu o ovo amniótico e, outros - os répteis - adquiriram mecanismos de termorregulação do corpo; noutros surgiu a cobertura de pêlos, as mamas e a placenta, com o que se transformaram em mamíferos e nalguns destes, através da longa história da vida terrestre, modificaram-se as extremidades, tornando-se novamente semelhantes a barbatanas, e a cobertura de pêlos e todos os processos fisiológicos adaptaram-se à vida na água.

São mamíferos marinhos - embora alguns representantes vivam nos estuários e penetrem nos grandes rios - um mustelídeo ( a lontra-do-mar ), todos os pinípedes ( focas, morsas e leões-marinhos ), sirénios ( manatins e dugongues ) e cetáceos ( baleias, cachalotes, golfinhos, toninhas, roazes ).

Todavia, nem todos estão igualmente adaptados à vida no meio líquido e a sua dependência da terra varia desde a lontra-marinha, que passa a vida muito perto da margem, embora mal a frequente, até os Sirénios e Cetáceos, que nunca abandonam a água.
Os Pinípedes, intermédios, podem passar grandes temporadas sem sair da água, onde inclusivamente dormem, mas estão dependentes da terra firme para a reprodução, a muda e o desenvolvimento nas primeiras idades.

Além dos problemas respiratórios, que os mamíferos marinhos resolvem aspirando, de uma ou de outra forma, o ar atmosférico à superfície, a manutenção da temperatura do corpo é uma das maiores dificuldades que o mar apresenta para um animal homeotérmico, ou seja, de sangue quente. Os mamíferos marinhos possuem espessas camadas isolantes, geralmente de gordura, com excepção da lontra-marinha, cujo material isolador é o pêlo.