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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pixie Bob - Gato companheiro com dedos a mais


Descendente de selvagens
   O Pixie Bob é uma raça relativamente recente, contudo a sua origem parece pouco clara e está envolta em algumas dúvidas. Sabe-se que Ann Brewers começou a desenvolver a raça em 1985, cruzando uma fêmea doméstica sem raça definida e um macho selvagem, que se calcula ter sido o Red Coastal Bob Cat, uma pequena espécie da América do Norte, com o qual o Pixie Bob é muito parecido. A criadora adotou dois exemplares, resultantes desse cruzamento, e em 1986 nasceu Pixie, a precursora da raça Pixie Bob. Desde sempre, este gato, começou a despertar interesse, principalmente devido ao seu lado exótico, e cedo recebeu reconhecimento por parte da segunda maior associação de gatos dos EUA, a TICA (The International Cat Association), onde está registado como raça doméstica.

“São fiéis como cães e aprendem rapidamente”

Tal cão, tal gato
   Embora fisicamente seja muito parecido com um animal selvagem, este felino é muito calmo e companheiro, chegando mesmo a ser comparado a um cão. É capaz de desenvolver uma estreita e significativa relação com a família de acolhimento. São tão dóceis e sociáveis que podem, inclusivamente, ser passeados na rua, com a utilização de uma coleira. Ao contrário dos outros gatos, mais independentes, este animal é muito afetuoso e chega a ser possessivo para com o seu dono, a quem dá as boas-vindas à porta de casa.

Fisionomia exótica
   A sua pelagem lembra a de um gato selvagem, herança deixada pelo ascendente Bob Cat. Tanto podem ser encontrados com pelo mais longo, como com pelo mais curto e a coloração tende mais para o cinzento ou castanho, ambos com manchas. É bastante suave ao toque, ainda que tenha um pelo resistente e impermeável Tem olhos azuis amendoados e a cabeça é redonda e larga, o que lhe confere um ar exótico. São animais relativamente grandes, com exemplares machos que chegam aos oito quilos e com fêmeas que pesam cerca de seis. A cauda é um dos seus atributos especiais, sendo de tamanho muito reduzida ou mesmo inexistente. Outro facto curioso é que nascem com de- dos em quantidade superior ao normal - cerca de seis a sete nas patas dianteiras e cinco ou seis nas traseiras. O Pixie Bob é um gato com um corpo musculado e pernas fortes.

“O seu ar selvagem contrasta com a sua personalidade afetuosa”

Bom companheiro
   As famílias que moram em apartamentos pequenos podem receber um Pixie Bob, sem que este lhes destrua a casa. São animais que se adaptam facilmente e têm um comportamento bastante pacífico. Podem ser bons companheiros de viagem, desde que sejam habituados a isso desde cedo. A sua tranquilidade também faz desta raça de felinos uma das melhores para lidar e conviver diariamente com crianças. Apesar de até ser considerado um bom caçador, o Pixie Bob prefere o conforto do lar às aventuras mais selvagens da vida. Tem sido frequentemente apelidado de “cão disfarçado”, tendo em conta a sua facilidade em aprender quando treinados e a sua imensa coragem.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fox Terrier

Personagem de banda desenhada
Bastante referenciado em histórias de cinema e de banda desenhada, este é um cão muito famoso. Tal como todas as vedetas, este também tem os seus caprichos. Habituado a ambientes de caça, onde é muito bom, o Fox Terrier tende a ser desafiador e teimoso. Conheça mais sobre a raça que caiu nas graças de Eduardo VII, rei de Inglaterra.

Origem
A origem do Fox Terrier não é fácil de definir, até porque não existe uma data certa que determine o seu surgimento. Subsiste a ideia, segundo registos da época que, já no tempo da Roma Antiga, existiam cães parecidos com Terriers. Contudo, sabe-se que foi só no século XVIII que a raça se impôs, quando foi desenvolvida por ingleses para coadjuvar o Fox Hound na caça à raposa. O Fox Hound encontrava e cercava as presas, no entanto, devido ao seu tamanho, tinha dificuldades em retirá-las da toca. Nesse aspeto o Fox Terrier foi indispensável. Esta raça tinha a função de afugentar a presa da toca, o que fazia sem dificuldades, porque tinha todas as características a seu favor: era destemido, ágil, forte e compacto. As raposas eram presas fáceis
para estes cães e por isso estiverem na origem do seu nome - Fox significa raposa em inglês. Devido às suas características marcantes, a raça transformou-se em pouco tempo numa das mais populares de Inglaterra, ganhando rapidamente a admiração daqueles que queriam um cão ágil de companhia. Esta raça apresenta duas variedades, a de pelo macio e a de pelo duro. Também a origem de cada uma destas variedades apresenta mais dúvidas do que certezas. O Fox Terrier de pelo macio descende provavelmente de algumas raças Terrier dos Condados de Cheshire e Shropshire, em Inglaterra, bem como do Beagle e do Greyhound. Já os registos do Fox Terrier de pelo duro oferecem mais do que uma teoria à volta da sua origem. Alguns defendem que a variedade se desenvolveu a partir de cruzamentos entre Dachshunds e Galgos Ingleses e, mais tarde, Foxhounds e Beagles. Outros defendem que o Fox Terrier de pelo duro evoluiu a partir do Fox Terrier de pelo macio, através de cruzamentos com fêmeas de pelo duro e há ainda quem tome partido da versão de que estes cães são originários das minas de carvão, no País de Gales. Assim, os ascendentes do Fox Terrier de pelo duro seriam diferentes dos de pelo macio. Contudo as duas raças foram, mais tarde, cruzadas na tentativa de aperfeiçoar a pelagem macia. Esta pode ter sido uma das razões pela qual ambas foram reconhecidas como Fox Terrier.

Tem uma imagem forte, usada tanto no cinema como em banda desenhada

História
O Fox Terrier foi companheiro de reis, entreteve multidões no cinema e ganhou mais prémios no Kennel Club de Westminster do que qualquer outra raça. Eduardo VII, rei de Inglaterra, tinha um Fox Terrier de pelo duro que adorava. Chamava-se César e tinha uma coleira com a seguinte inscrição: “Eu sou César. Eu pertenço ao rei”. Conta-se que, em 1910, quando Eduardo VII morreu, o animal marchou de semblante pesado atrás do seu caixão. Alguns anos antes desse triste acontecimento, em 1860, foi emitido o primeiro registo da raça e em 1876 foi criado o primeiro clube dedicado a este animal, o Fox Terrier Club, em Inglaterra. Os primeiro registos da importação da raça para os EUA datam de 1879, sendo que os cães de pelo macio foram uns anos mais cedo do que os de pelo duro. A RCA (Radio Corporation of America) tornou os Fox Terriers de pelo macio numa das raças mais reconhecidas de cães, por ter utilizado um exemplar no seu logotipo. A popularidade da raça disparou ainda mais quando, em 1930, o filme The Thin Man foi lançado. A comédia, cujo Fox Terrier de pelo duro era uma das personagens principais, fez com que este cão se tornasse num popular animal de estimação do outro lado do Atlântico. Por essa altura, mais precisamente um ano antes, a personalidade efusiva do Fox Terrier também começa a fazer furor numa das histórias de banda desenhada mais conhecidas de sempre: As Aventuras do Tintim. Hergé, autor da banda desenhada, criou Milu, o fiel companheiro da personagem principal, inspirado num Fox Terrier de pelo duro. Anos mais tarde, em 1985, o American Kennel Club reconheceria, formalmente, as duas variedades como raças separadas, no entanto os padrões de ambas são mantidos pelo mesmo clube, o American Fox Terrier Club.

Na caça é ótimo a afugentar as presas da toca

Morfologia
As duas variedades da raça Fox Terrier tanto podem ser bicolores, como tricolores, sendo que, em qual exquer um dos casos, o branco deve predominar. Nos bicolores as manchas são todas pretas ou todas castanhas, já os tricolores podem ter manchas de ambas as cores. Os de pelo macio quase não necessitam de cuidados com a pelagem, apenas uma escovagem para eliminar os pelos mortos, mas os Fox Terrier de pelo duro, para além desses cuidados, precisam também de cortes periódicos. O tamanho ideal desta raça é de 40 centímetros de comprimento desde a cernelha e pesam, habitualmente, entre os sete e os oito quilos, sendo as fêmeas ligeiramente menores. A sua cabeça é alongada, o crânio um pouco achatado e o focinho afunilado. Têm maxilares fortes e orelhas pequenas, em forma de V e dobradas para a frente, um requisito essencial na raça. Os seus olhos parecem pequenas azeitonas, pois são redondos e escuros, tal como o seu nariz, o que lhe confere um ar meigo. A cauda costuma ser amputada, por volta dos cinco dias de vida, para lhe retirar cerca de um terço do comprimento. Em adultos, a cauda esticada deverá ficar à altura da sua cabeça. O peito é profundo e as pernas musculadas, características distintivas de um excelente cão de caça.

Temperamento
Este é um cão especial, que requer um dono especial também. Tendo em conta a sua personalidade forte, o ideal é que o dono tenha autoridade e experiência a lidar com animais, mas sem recurso à violência. São cães que agem por impulso e que gostam de explorar, o que, por vezes, faz com que se tornem desafiadores e teimosos. O Fox Terrier está sempre alerta, característica que faz dele um bom cão de guarda. Adora correr, caçar e brincar. Quando posto à prova, pode obter excelentes resultados, provenientes da sua rapidez e agilidade. A atividade que esteve presente na sua origem, a caça, deu-lhe sentido de independência, autoconfiança e determinação. Apesar de não ser um cão de grande porte, precisa de exercício físico constante para se manter em forma e mentalmente saudável.

O seu ar dócil deve-se aos seus olhos e nariz arredondados

Prós e contras
O facto de ser um bom cão vigilante e de estar sempre alerta pode causar problemas a quem vive em apartamentos. Uma vez que estranha pessoas desconhecidas e o seu latido é bastante sonoro, tende a incomodar os vizinhos. Contudo, quando bem treinado, pode viver num espaço pequeno sem causar problemas de maior, exceto quando decide cavar um ou outro vaso, uma das suas especialidades. Como tem muita energia, o melhor é entretê-lo com brinquedos. De outra forma, o tédio e o nervosismo preencherão os seus dias. Não é muito dado à vida em comum com outros animais, a não ser que tenha sido criado com eles, podendo tornar-se um pouco conflituoso. Se forem dois machos ou duas fêmeas da mesma raça, a luta pela liderança é garantida. Um dos pontos positivos destes cães é que dificilmente adoecem e são uma das poucas raças que não tem registo de doenças hereditárias. São muito alegres e energéticos, por isso, aconselhados a viver com pessoas que gostam de atividade diária, especialmente crianças, visto que o Fox Terrier dificilmente se cansará das suas brincadeiras. Não devem ser, seguramente, a primeira escolha para a companhia de idosos.

sábado, 17 de março de 2012

Animal da Semana - Pixie Bob

Gato companheiro com dedos a mais

Descendente de selvagens
O Pixie Bob é uma raça relativamente recente, contudo a sua origem parece pouco clara e está envolta em algumas dúvidas. Sabe-se que Ann Brewers começou a desenvolver a raça em 1985, cruzando uma fêmea doméstica sem raça definida e um macho selvagem, que se calcula ter sido o Red Coastal Bob Cat, uma pequena espécie da América do Norte, com o qual o Pixie Bob é muito parecido. A criadora adotou dois exemplares, resultantes desse cruzamento, e em 1986 nasceu Pixie, a precursora da raça Pixie Bob. Desde sempre, este gato, começou a despertar interesse, principalmente devido ao seu lado exótico, e cedo recebeu reconhecimento por parte da segunda maior associação de gatos dos EUA, a TICA (The International Cat Association), onde está registado como raça doméstica. 

“São fiéis como cães e aprendem rapidamente”

Tal cão, tal gato 
Embora fisicamente seja muito parecido com um animal selvagem, este felino é muito calmo e companheiro, chegando mesmo a ser comparado a um cão. É capaz de desenvolver uma estreita e significativa relação com a família de acolhimento. São tão dóceis e sociáveis que podem, inclusivamente, ser passeados na rua, com a utilização de uma coleira. Ao contrário dos outros gatos, mais independentes, este animal é muito afetuoso e chega a ser possessivo para com o seu dono, a quem dá as boas-vindas à porta de casa. 

Fisionomia exótica 
A sua pelagem lembra a de um gato selvagem, herança deixada pelo ascendente Bob Cat. Tanto podem ser encontrados com pelo mais longo, como com pelo mais curto e a coloração tende mais para o cinzento ou castanho, ambos com manchas. É bastante suave ao toque, ainda que tenha um pelo resistente e impermeável Tem olhos azuis amendoados e a cabeça é redonda e larga, o que lhe confere um ar exótico. São animais relativamente grandes, com exemplares machos que chegam aos oito quilos e com fêmeas que pesam cerca de seis. A cauda é um dos seus atributos especiais, sendo de tamanho muito reduzida ou mesmo inexistente. Outro facto curioso é que nascem com de- dos em quantidade superior ao normal - cerca de seis a sete nas patas dianteiras e cinco ou seis nas traseiras. O Pixie Bob é um gato com um corpo musculado e pernas fortes. 

“O seu ar selvagem contrasta com a sua personalidade afetuosa”

Bom companheiro 
As famílias que moram em apartamentos pequenos podem receber um Pixie Bob, sem que este lhes destrua a casa. São animais que se adaptam facilmente e têm um comportamento bastante pacífico. Podem ser bons companheiros de viagem, desde que sejam habituados a isso desde cedo. A sua tranquilidade também faz desta raça de felinos uma das melhores para lidar e conviver diariamente com crianças. Apesar de até ser considerado um bom caçador, o Pixie Bob prefere o conforto do lar às aventuras mais selvagens da vida. Tem sido frequentemente apelidado de “cão disfarçado”, tendo em conta a sua facilidade em aprender quando treinados e a sua imensa coragem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Animal da Semana - Sphynx - O gato sem pêlo!

História

O Sphynx, ou Esfinge, destaca-se das outras raças por não ter pêlo. De tempos a tempos, surgem naturalmente gatos sem pêlo nas ninhadas de progenitores com pêlo. Acredita-se que os Astecas criavam gatos sem pêlo. Contudo o Sphynx surge apenas na década de 70 do século XX.

Em 1966, nasceu em Toronto, nos Estados Unidos da América, um gato sem pêlo chamado Prune. Mais tarde, uma gata com pêlo e o seu filho sem pêlo foram resgatados de um gatil também na mesma cidade. Foi a partir destes exemplares que a raça se fundou. Na Europa e nos Estados Unidos da América foi introduzido sangue de novos exemplares que surgiram espontaneamente.

Hoje em dia a raça foi já estabilizada, o que permitiu ser reconhecida como raça independente pelas maiores associações de gatos internacionais. Contudo, uma das razões por detrás deste reconhecimento terá sido o facto de evitar a mistura entre o Sphynx e o Devon Rex. Os genes desta raça favorecem a propagação do gene “sem pêlo” às ninhadas.

O Sphynx é uma raça extremamente rara, mas que foi muito bem recebida nos Estados Unidos da América.

Temperamento

Sem dúvida um dos mais excêntricos representantes felinos, o Esfinge é um gato muito especial. Brincalhão e activo dá vida a qualquer casa. Tem um temperamento afectuoso e sociável. Dá-se bem com outros gatos e cães. Gosta de ser o centro das atenções e exige um dono dedicado. O Sphynx é um gato inteligente e voluntarioso, sendo fácil de treiná-lo para obedecer a comandos do dono.

Descrição
Absolutamente inconfundível, dado que não apresenta o tradicional revestimento piloso, o Sphynx não é para todos os gostos.

O corpo é de tamanho médio, de ossatura fina, mas musculoso. A cabeça oval termina num nariz curto e exibe orelhas muito grandes e arredondadas na ponta. Os olhos em forma de limão variam de cor conforme o padrão da pelagem. As patas compridas e esguias têm um formato abaulado. A cauda comprida é afilada.

Tipo de Pêlo

Apesar de ser apelidado de raça sem pêlo, o Sphynx apresenta uma camada fina e rala de pêlos que cobrem a pele. A pele pode apresentar qualquer um dos padrões das outras raças. A pele é enrugada em algumas zonas da cabeça e do corpo, à volta do pescoço e das pernas e lisa no resto do corpo.

Curiosidades

Apesar de ser uma raça recente, o Sphynx é já bastante popular no pequeno e grande ecrã.
No filme Austin Powers, o gato do Dr. Evil é um Sphynx. Esta raça também já fez uma aparição na série Friends, no espisódio "The One with the Ball". Nos desenhos animados Kim Possible da Disney, a vilã Camille Leone surge sempre com um gato desta raça. No videoclip I Miss You da banda Blink 182, um gato Sphynx aparece em algumas cenas, tendo direito a uma grande plano do focinho.

Higiene

O Sphynx parece ser um gato mais fácil de manter por não ter pêlo e não exigir escovagens regulares. Contudo, o Sphynx exige banhos frequentes. Como o gato não tem pêlos para absorver a oleosidade, produzida para proteger a pele, esta vai-se acumular rapidamente. Um banho por semana é suficiente para manter a pele limpa.O Sphynx deve também ser limpo todos os dias com um pano próprio para o seu tipo de pele.

Saúde

A exposição do Sphynx à luz do sol deve ser limitada, uma vez que a pele não está protegida pelo pêlo e as queimaduras solares podem ocorrer.
O Sphynx é um gato de interior e não lhe deve ser permitido sair de casa. A falta de pêlo tornam difícil a regulação da temperatura pelo próprio corpo.
Estes gatos podem ter frio no inverno, conforme a amplitude térmica da zona onde vive. Regra geral, se o dono estiver confortável com a temperatura ambiente, então o Sphynx também está.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Chow Chow - Animal da semana


Estofo de leão

No dia em que Deus pintou o céu de azul, escorreram algumas gotas de tinta para a Terra, as quais o curioso Chow Chow acabaria por lamber, tingindo-lhe, para sempre, a língua de azul. Assim dita a lenda a razão pela qual esta raça de cães tem a língua azulada. Não acredita? Então, que outra justificação poderia haver?

Origem
Mais do que em factos, há crenças no que à origem da raça diz respeito. Existe uma forte probabilidade de que tenha surgido no Círculo Árctico de onde, mais tarde, terá descido, em direcção à Mongólia e Sibéria. Terras brancas de frio e neve, que justificam a necessidade de um pêlo espesso e resistente, capaz de o manter quente durante os rigores do Inverno nestas paragens tão a Norte do planeta. Pelagem que foi também a sua maldição, pois era não apenas cobiçada como utilizada no fabrico de vestuário. A acreditar nesta possível origem — que do seu lado tem a semelhança dos primeiros fósseis de cães com o actual Chow Chow —, há autores que defendem que do Chow Chow terão derivado outras raças como o Samoyedo, o Elkhound norueguês, o Keeshound ou o Pomeranian. Quem não se atreve a recuar tanto em hipóteses ancestrais, ainda que plausíveis, fixa-se em factos que ficaram documentados e que situam a sua origem nuns, ainda assim, longínquos 2000 anos, altura em que, surge representado em esculturas e pinturas em porcelanas chinesas da Dinastia de Han, que se estendeu de 206 a.C. a 22 d. C. Por estas, percebe-se que a raça era utilizada pelos imperadores da China na caça ao faisão, aos lobos, cumpria funções de guarda e era ainda um cão de trabalho e de tracção: puxava trenós. Pode ainda arriscar-se que é um parente do Shar-Pei, com quem partilha a particularidade da língua azul.

Na China imperial era utilizado na caça, no pastoreio, e como cão de guarda e tracção, puxando trenós
História
A raça manteve-se uma exclusividade do oriente até finais do século XVIII, altura em que chegou a um jardim zoológico de Inglaterra. Só aí, o Chow Chow, que até então tinha vivido na sombra dos célebres Pequinês, Lhasas e Shih-Tzu, raças com honras reais, foi catapultado para o estrelato, principalmente após o interesse que a rainha Vitoria revelou por estes cães com juba. Em 1890 funda-se o primeiro clube da raça, que não tarda a chegar aos Estados Unidos e ao Canadá. No séc. XX, atinge um confortável patamar de popularidade ao qual não são alheios dois factores de peso: o seu aspecto patusco, que tem tanto de leão como de urso, e o facto de ser o eleito de celebridades mundialmente conhecidas como o médico austríaco Sigmund Freud, pai da psicanálise.

Morfologia
Altura — Entre os 48 e os 56 cm, no caso dos machos, e entre os 46 e os 51 cm, no caso das fêmeas.
Peso — Entre os 20 e os 32 quilos.
Porte — Médio.
Pelagem — Existe a versão de pêlo curto, em que este se apresenta abundante, denso, liso e macio, e a versão de pêlo comprido, igualmente denso e liso, bastante abundante, encorpado e rude, particularmente exuberante à volta do pescoço, zona onde forma uma estola a lembrar a juba dos leões.
Cor — Vermelho, azul, preto, gamo e creme.
Cabeça — Volumosa, larga e achatada. Focinho e nariz largos.
Olhos — Pequenos, amendoados e escuros.
Orelhas — Pequenas, arredondadas e erectas
Língua — Azul. Um traço que o assemelha a alguns ursos de pequeno porte.
Corpo — Compacto e bem proporcionado. Peito largo e pescoço forte. Dorso curto, horizontal e forte.
Membros — Musculados e com forte estrutura óssea mas com pouca angulação articular o que faz com que, principalmente as patas traseiras, se mantenham rectas o que lhe confere a sua peculiar forma de caminhar. Pés arredondados, a lembrar os dos gatos.
Cauda — Inserção alta.

Temperamento
O Chow Chow é um cão calmo, reservado na demonstração de afectos, silencioso e muito independente e auto- confiante. É ainda corajoso e deveras sensível. Trocando adjectivos por miúdos, esteja consciente de que é um cão extraordinário, fiel e dedicado ao dono, a um dono em particular, mas cujo temperamento tende a impor-se como o elemento dominante da família. Cabe ao dono refrear a sua ânsia de chefiar a sua matilha/família. O treino deve começar logo em cachorro, ser firme, persistente e rigoroso, para quebrar a sua teimosia, mas deve igualmente ser revestido de muita calma e paciência, uma vez que é muito sensível. Deve ser bem sociabilizado desde tenra idade, seja com pessoas ou outros animais, uma vez que se revela muito desconfiado perante estranhos (não esquecer que é um cão de guarda), e relativamente conflituoso com outros cães, e nem sempre tolerante com outros animais (não é à toa que tem jeito para o pastoreio). Imponha regras e normas que o animal tem de seguir e mantenha-se firme no cumprimento das mesmas, sem abrir excepções. Ele precisa de sentir uma liderança forte por parte do dono. Se for bem sucedido, vai obter um excelente e bem comportado companheiro. Se não conseguir impor-se como líder, poderá ter problemas sérios para resolver, como acontece com qualquer outra raça de carácter dominante e possessivo. Não é um cão que exija demasiados mimos. Claro está que cada animal tem o seu carácter, independentemente das características próprias de cada raça.

Freud, médico considerado o pai da psicanálise, tinha um cão de raça Chow Chow

Prós e Contras
Escovagem
— Duas a três vezes por semana. Deve habituá-lo desde pequeno a este ritual de higiene que vai ajudar a manter o esplendor da sua pelagem e eliminar assiduamente a considerável quantidade de pêlo que regularmente lhe cai, com maior intensidade na altura da muda. Nesse sentido, não são uma raça aconselhável a quem sofra de alergias.
Exercício físico — A rotina diária deve contemplar cerca de uma hora de exercício, evitando as horas mais quentes do dia, pois sofre com o calor. Desde que exercitados diariamente, o que ajuda a contrariar a sua tendência para a preguiça e a limar alguns problemas de comportamento, adaptam-se e são felizes vivendo em apartamentos.
Pele — Bastante sensível ao calor, o que implica que, caso vivam fora de portas, tenham um local fresco e à sombra onde se possam refugiar.
Saúde — É uma raça saudável sem historial de doenças geneticamente transmissíveis, que mereça menção. Podem viver entre os nove e os 15 anos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Equipa da BBC filma dança de acasalamento da espécie de Dragão Marinho na Austrália


Este acontecimento sem paralelo acontece todos os anos ao largo da Austrália, em águas pouco profundas, no Sul do país, perto de Melbourne, onde estes animais se encontram.Apesar de serem imagens já captadas noutros momentos, viver o acontecimento tem espantado todos os intervenientes nas filmagens da chamada dança do espelho, em que dois animais se põem frente a frente e realizam movimentos similares em conjunto durante um longo período.


Trata-se da dança de acasalamento desta espécie. A captura destas imagens torna-se difícil, porque estes acontecimentos decorrem ao crepúsculo e, se já durante o dia encontrar e identificar estes animais se torna difícil por se misturarem com as algas e passarem muitas vezes despercebidos, com pouca luz a dificuldade aumenta consideravelmente e obriga a elevados níveis de concentração para conseguir manter a visão sobre os animais sem os perder.


Para conseguir encontrar e identificar os melhores locais para colher imagens, foi convidado o especialista Pang Quong, biólogo que desde há longos anos estuda estes animais de forma independente, principalmente em Cabbage Tree Bay.Estas imagens foram recolhidas para um documentário que muito brevemente vai ser exibido na BBC, e que depois, muito possivelmente, será transmitido noutros canais de noutros países.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Animal da semana - Gato Siberiano

Um doce russo
No início era assim…
É o gato nacional da Rússia, país de origem desta raça de pêlo semilongo. Inicialmente, a sua criação era incentivada nas zonas rurais, onde eram imprescindíveis em qualquer quinta, como forma de manter celeiros e casas livres de ratos.
Grande salto
A sua migração para os centros urbanos e, consequentemente, para dentro de casa em nada afectou o temperamento afectuoso deste gato de grande porte. Ainda assim, manteve a sua agilidade, especialmente prodigiosa no salto. Talvez menor foi o salto que o separa dos seus irmãos, o Maine Coon e o Gato da Floresta Norueguês. Destes distingue-se pelo amplo peito, orelhas medianas, pela linha da cabeça e pela possante compleição física.
Um gato de peso
É literalmente pesado, devido a uma sólida e ampla ossatura, quase a lembrar a dos Bulldogs. Os machos podem chegar aos 7,5 quilos, ficando-se as fêmeas pelos 6.
Mais devagar e mais depressa
Como todas as raças grandes, a maturidade é um processo que se prolonga pelos primeiros cinco anos de vida. Curiosamente, o início da sua vida sexual acontece muito antes do que é tido como normal noutras raças, muitas vezes tornam-se activos com apenas cinco meses de vida.
Primeiro amor
Muitas fêmeas tendem a acasalar apenas com o mesmo macho. Tanto o pai como a mãe se mostram dedicados com a ninhada, da qual cuidam equitativamente. São de tal forma afectuosos, que mesmo os mais jovens mimam e lambem os irmãos e primos mais novos.

Aos pares é melhor
Na verdade, são mais felizes em comunidade, pelo que deve considerar a possibilidade de ficar com dois. Até porque, acompanhados, manter-se-ão mais activos e emocionalmente mais felizes. Não restam dúvidas, o Siberiano é um animal de companhia de excepção, brincalhão, leal, carinhoso, inteligente


Pêlo
A sua pelagem é composta por três camadas, as quais protegem o animal dos gélidos e míticos frios siberianos, em cujas temperaturas nem todas as criaturas sobrevivem. Manter todo este pêlo lustroso está à mera distância de duas escovadelas por semana. Uma a duas vezes por ano dá-se a muda. Curiosamente, o Siberiano é tido como um gato hipoalergénico. Ainda que sem provas científicas, as certezas vêm de criadores e donos, que garantem que a raça é facilmente tolerada por certos tipos de alergias. Crê-se que tal se deve ao facto desta raça produzir menos Feld-1, um dos principais agentes alérgicos dos gatos.

sábado, 13 de junho de 2009

Balinês - Animal da semana



Olha quem dança!




Esbelto e gracioso e com um pêlo longo e sedoso que ondula ao compasso de cada um dos seus movimentos, este gato sugere a mesma elegância dos bailarinos balineses, onde acabou por ir buscar o seu nome. Mas fora essa harmoniosa sugestão, nada mais liga este norte-americano à ilha de Bali. O seu exotismo fixa-se na raça siamesa e numa inesperada mutação.
Origem

Ao contrário do que o seu nome deixa adivinhar, a origem da raça de gatos Balinês em nada se relaciona com a ilha de Bali, na Indonésia. É precisamente nos antípodas deste ponto geográfico, nos Estados Unidos da América, que tudo começou para esta espécie. Os primeiros registos sobre este gato vistosos e gracioso fixam-se nos anos 20 do século XX, graças a uma ninhada de um casal de siameses que apresentava um inesperado pêlo comprido, o qual se atribuiu a uma possível mutação, que levou a que fossem considerados Siameses de pêlo longo. Com a posterior fixação dessa característica na pelagem, instalou-se a crença de que se tratava de uma herança genética de um qualquer ancestral felino com aquele tipo de pêlo. Este dado curioso coincidiu com algumas tentativas de criar uma raça que, com base no Siamês, mantivesse as suas marcações de coloração, mas em exemplares mais encorpados.

O Balinês é uma espécie de Siamês de pêlo longo
História
O Balinês acabaria por merecer a atenção de duas criadoras, cujo trabalho no desenvolvimento e reconhecimento da raça enquanto tal se revelaram vitais. A Helen Smith, pioneira nos esforços de fixação das características únicas deste gato, ficou ainda a dever-se o seu nome, já que as linhas esbeltas e movimentos graciosos deste gato, lhe faziam lembram a flexibilidade e elegância dos bailarinos da ilha de Bali. O trabalho de Helen colheria os seus frutos já na década de 70, quando surgiu o reconhecimento oficial da raça, o qual teve ainda em conta os esforços de Sylvia Holland, do gatil Hollands Farm, uma criadora de Siameses também ela apaixonada por estes fascinantes exemplares de pêlo longo.
Morfologia

Um siamês de pêlo comprido. Esta a primeira impressão que nos deixa o Balinês. Ou ainda uma mistura curiosa de raças. A cabeça, patas e cauda são felinas, mas o seu corpo, que devido à pelagem comprida recorda outros animais, parece maior do que deveria. Não falamos de desproporcionalidade, já que é um animal esguio e muito charmoso e elegante. Mas algo nele nos atrai desde logo. Na verdade, o seu corpo é de porte médio e esguio, ainda que musculoso. Sobre ele reina uma cabeça triangular de nariz longo e olhos amendoados de um azul-safira e expressão viva. No topo, orelhas amplas mas pontiagudas. O mais significativo acaba por ser o pêlo: fino, hiper-sedoso, longo e ligeiramente ondulado nas zonas onde é mais comprido. No cômputo geral, é um gato vistoso e atraente.

Temperamento

A genética afastou-o do Siamês também ao nível do comportamento: não é tão brincalhão ou orgulhoso quanto este. Mas nada de equívocos. O Balinês é naturalmente afectuoso, carinhoso e alegre. Por ser muito energético e hiper-activo, também gosta de brincar, conseguindo entreter-se sozinho pulando, arreliando brinquedos ou escalando postes ou outras estruturas que colocar ao seu dispor. De quando em vez, o dono é brindado com objectos que recolhe para lhe oferecer. O mesmo é dizer que é um excelente companheiro com o qual pode interagir e criar fortes laços de amizade.

O Balinês resulta de uma mutação do Siamês
Prós e contras

Se não aprecia grandes monólogos felinos, saiba que o Balinês, ao contrário dos seus progenitores siameses, mia com menos frequência e é detentor de um miado mais suave e agradável. Diríamos quase que o seu miado é mimado. Outra vantagem, ao optar por esta raça, é o facto de ter uma enorme capacidade de adaptação, mesmo em ambientes onde existam outros animais. No que toca à sua higiene e manutenção, ela não é mais exigente do a requerida por qualquer outra raça de pêlo longo, em que as escovadelas terão de ser mais frequentes, a fim de evitar enleios no pêlo e mantê-lo sempre vistoso e brilhante. Ainda que encorpados e musculosos, o seu peso oscila entre os dois e os cinco quilos. Outra boa notícia é que a sua esperança média de vida se situa entre os nove e os 15 anos de vida. Isto é, pode contar com um grande companheiro por muitos e muitos anos.

Animal da Semana - Setter Irlandês

O cão vermelho

Origem

O Setter Irlandês resulta do cruzamento do Cão de Água Irlandês, do Setter Inglês, do Setter Gordon e do Braco Espanhol.

História

Modder rhu, ou seja, cão vermelho, no dialecto gaélico. Assim era chamado este cão ruivo de pêlo sedoso e atraente. Tão atraente que, por volta do século XIX, esta variante do Setter quase condenava ao desaparecimento o vermelho e branco.

Eram comuns em todas as cortes europeias e matilhas reais, compostas por cães exemplares, especialmente desenvolvidos para o desporto cinegético das classes altas. Eram treinados e tratados diariamente com privilégios principescos e ensinados a parar e/ou apontar as presas. Na Grã-Bretanha foram desenvolvidas raças que, na presença da caça se sentavam calmamente, aguardando a chegada do dono. A essas raças deu-se o nome de Setters, e é a este grupo de exímios caçadores que pertence este amigo vermelho.

A sua estreita convivência com o Homem apurou o seu companheirismo nato.


Morfologia

Cabeça — Longa e magra, sendo o focinho quadrado.

Olhos — Escuros, de cor castanha ou avelã e não muito grandes.

Orelhas — Pendentes, de tamanho moderado e inseridas ao nível dos olhos.

Corpo — Bem proporcionado e elegante.

É uma raça de porte médio cujo tamanho se situa entre os 57 e os 70 centímetros, no caso dos machos, e entre os 54 e os 67, no caso das fêmeas. O peso varia entre os 20 e os 25 quilos em adulto.

Pelagem — Um dos seus maiores encantos físicos reside no tom acaju dourado do seu pêlo abundante, longo e sedoso que cai em franjas ao longo do corpo, mas se apresenta curto na cabeça e na parte frontal dos membros.

Temperamento

O Setter Irlandês é doido por brincadeira, tem espírito de folião e é exuberante e extrovertido. Não só convive bem com outros animais como adora companhia canina, pois só outros compinchas de quatro patas parecem estar à altura para o acompanhar tanto em rapidez como na diversidade de actividades com que gosta de se entreter, pondo à prova a sua forma física. Se procura um companheiro divertido e alegre, encontrou-o.


Prós e Contras

Atinge a maturidade já depois dos três anos, o que potencia a sua energia para a brincadeira. Por ser vigoroso e enérgico, pode tornar-se barulhento. Para muitos, ele é um diabo vermelho, de espírito independente. Mas é muito afectuoso, e o seu treino deve ter em atenção as suas sensibilidades. Na caça é um bom cobrador. Demonstra um faro apurado e uma busca rápida, com um parar firme.

Não é cão de apartamento, pois só será verdadeiramente feliz se poder correr e exercitar-se livremente, muito embora se adapte na perfeição à cidade. E requer escovagem diária.

Animal da Semana - Periquito Princesa

Linhagem Real

Nesta ave tudo respira requinte e elegância, muito embora venha de palradora família dos periquitos, parentes próximos dos barulhentos papagaios. Foi baptizado com o nome científico de Polytelis alexandrae em honra da princesa Alexandra da Dinamarca que se tornaria rainha da Englaterra ao casar-se com o príncipe Eduardo VII de Gales.

Ele e Ela
O nome que mais dis sobre esta ave australiana é o de Periquito de Garganta Rosa, por ser esta cor aquela que melhor a distingue de outros periquitos, a par da sua coroa azul (cizenta no caso das fêmeas) que sobressai sobre o tom maioriamente verde da plumagem, a qual é mais guarrida nas asas. O bico é de um vermelho coral, bem mais pálido no caso das fêmeas. Enquanto os machos têm íris cor-de-laranja, elas ficam-se pelo castanho. No que diz respeito, em que o verde predomina, há ainda duas outras mutuações: albino e azul.

Coroada e com predicados

É uma ave pequena, mas a sua estreita e longa cauda granjeiam-lhe quase meio metro de comprimento total. Mas quem apenas ouvir os seus chamamentos barulhentos poderia facilmente imaginar uma ave maior. Ainda cada vez mais difíceis de encontrar em liberdade, são umas das espécies favoritas entre muitos avicultores, e as razões são de peso: podem chegar aos 30 anos, conseguem, perante um ambiente favorável, afeiçoar-se a mais do que um membro da família, e são aves adoráveis e de uma beleza surpreendente a cada dia.

Animal da semana - Calotes Versicolor

O lagarto "fashion" !

Na possibilidade de mudar de roupa, este réptil muda de cor, parecendo não resistir aos apelos de cada nova estação.

Preto, amarelo, vermelho, castanho esverdeado, um pouco de cada em diferentes partes do corpo (patas, cabeça e pescoço), ou uma curiosa mescia entre todos. As possibilidades de tom parecem infinitas, mas são essencialmente estas, principalmente na "estação" do acasalamento, onde os machos são mais exuberantes. Fora dela, optam por "fatiotas" mais discretas: um padrão listrado de cinza na barriga, marcas pretas no dorço, por vezes apenas em tons de areia ou castanhos.
Na verdade, a coloração ou guarda-roupa, por assim dizer, é bastante variada nesta espécie. Não é à toa que ganhou o nome de Versicolor, que atesta a sua capacidade de mudar de cores . Apenas não o conseguem fazer de forma tão rápida como os camaleões.
Há quem defenda que a mudança de de cor reflicta os humores do animal, atendendo, entre outros, ao facto deste lagarto ficar com a cabeça de um vermelho vivo após uma vitória sobre o adversário.
Com os camaleões partilham outra característica, a de conseguirem olhar em direcções diferentes, virando cada um dos olhos para lados opostos. Esta beldade é oriunda de paragens tão exóticas quanto Irão, Afeganistão, Índia, Sri Lanka, Vietnam, Butão, Nepal...