| Descendente de selvagens
O Pixie Bob é uma raça relativamente recente, contudo a sua origem parece pouco clara e está envolta em
“São fiéis como cães e aprendem rapidamente”
Tal cão, tal gato Embora fisicamente seja muito parecido com um animal selvagem, este felino é muito calmo e companheiro, chegando mesmo a ser comparado a um cão. É capaz de desenvolver uma estreita e significativa relação com a família de acolhimento. São tão dóceis e sociáveis que podem, inclusivamente, ser passeados na rua, com a utilização de uma coleira. Ao contrário dos outros gatos, mais independentes, este animal é muito afetuoso e chega a ser possessivo para com o seu dono, a quem dá as boas-vindas à porta de casa. Fisionomia exótica A sua pelagem lembra a de um gato selvagem, herança deixada pelo ascendente Bob Cat. Tanto podem ser
“O seu ar selvagem contrasta com a sua personalidade afetuosa”
Bom companheiro As famílias que moram em apartamentos pequenos podem receber um Pixie Bob, sem que este lhes destrua a casa. São animais que se adaptam facilmente e têm um comportamento bastante pacífico. Podem ser bons companheiros de viagem, desde que sejam habituados a isso desde cedo. A sua tranquilidade também faz desta raça de felinos uma das melhores para lidar e conviver diariamente com crianças. Apesar de até ser considerado um bom caçador, o Pixie Bob prefere o conforto do lar às aventuras mais selvagens da vida. Tem sido frequentemente apelidado de “cão disfarçado”, tendo em conta a sua facilidade em aprender quando treinados e a sua imensa coragem. |
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Pixie Bob - Gato companheiro com dedos a mais
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Fox Terrier
Personagem de banda
desenhada
|
Bastante referenciado em histórias
de cinema e de banda desenhada, este é um cão muito famoso. Tal como todas as
vedetas, este também tem os seus caprichos. Habituado a ambientes de caça, onde
é muito bom, o Fox Terrier tende a ser desafiador e teimoso. Conheça mais sobre
a raça que caiu nas graças de Eduardo VII, rei de Inglaterra.
Origem A origem do Fox Terrier não é fácil de definir, até porque não existe uma data certa que determine o seu surgimento. Subsiste a ideia, segundo registos da época que, já no tempo da Roma Antiga, existiam cães parecidos com Terriers. Contudo, sabe-se que foi só no século XVIII que a raça se impôs, quando foi desenvolvida por ingleses para coadjuvar o Fox Hound na caça à raposa. O Fox Hound encontrava e cercava as presas, no entanto, devido ao seu tamanho, tinha dificuldades em retirá-las da toca. Nesse aspeto o Fox Terrier foi indispensável. Esta raça tinha a função de afugentar a presa da toca, o que fazia sem dificuldades, porque tinha todas as características a seu favor: era destemido, ágil, forte e compacto. As raposas eram presas fáceis
Tem uma imagem forte, usada tanto
no cinema como em banda desenhada
História O Fox Terrier foi companheiro de reis, entreteve multidões no cinema e ganhou mais prémios no Kennel Club de Westminster do que qualquer outra raça. Eduardo VII, rei de Inglaterra, tinha um Fox Terrier de pelo duro que adorava. Chamava-se César e tinha uma coleira com a seguinte inscrição: “Eu sou César. Eu pertenço ao rei”. Conta-se que, em 1910,
Na caça é ótimo a afugentar as
presas da toca
Morfologia As duas variedades da raça Fox Terrier tanto podem ser bicolores, como tricolores, sendo que, em qual exquer um dos casos, o branco deve predominar. Nos bicolores as manchas são todas pretas ou todas castanhas, já os tricolores podem ter manchas de ambas as cores. Os de pelo macio quase não necessitam de cuidados com a pelagem, apenas uma escovagem para eliminar os pelos mortos, mas os Fox Terrier de pelo duro, para além desses cuidados, precisam também de cortes periódicos. O tamanho ideal desta raça é de 40 centímetros de comprimento desde a cernelha e pesam, habitualmente, entre os sete e os oito quilos, sendo as fêmeas ligeiramente menores. A sua cabeça é alongada, o crânio um pouco achatado e o focinho afunilado. Têm maxilares fortes e orelhas pequenas, em forma de V e dobradas para a frente, um requisito essencial na raça. Os seus olhos parecem pequenas azeitonas, pois são redondos e escuros, tal como o seu nariz, o que lhe confere um ar meigo. A cauda costuma ser amputada, por volta dos cinco dias de vida, para lhe retirar cerca de um terço do comprimento. Em adultos, a cauda esticada deverá ficar à altura da sua cabeça. O peito é profundo e as pernas musculadas, características distintivas de um excelente cão de caça. Temperamento Este é um cão especial, que requer um dono especial também. Tendo em conta a sua personalidade forte, o ideal é que o dono tenha autoridade e experiência a lidar com animais, mas sem recurso à violência. São cães que agem por impulso e que gostam de explorar, o que, por vezes, faz com que se tornem desafiadores e teimosos. O Fox Terrier está sempre alerta, característica que faz dele um bom cão de guarda. Adora correr, caçar e brincar. Quando posto à prova, pode obter excelentes resultados, provenientes da sua rapidez e agilidade. A atividade que esteve presente na sua origem, a caça, deu-lhe sentido de independência, autoconfiança e determinação. Apesar de não ser um cão de grande porte, precisa de exercício físico constante para se manter em forma e mentalmente saudável.
O seu ar dócil deve-se aos seus
olhos e nariz arredondados
Prós e contras O facto de ser um bom cão vigilante e de estar sempre alerta pode causar problemas a quem vive em apartamentos. Uma vez que estranha pessoas desconhecidas e o seu latido é bastante sonoro, tende a incomodar os vizinhos. Contudo, quando bem treinado, pode viver num espaço pequeno sem causar problemas de maior, exceto quando decide cavar um ou outro vaso, uma das suas especialidades. Como tem muita energia, o melhor é entretê-lo com brinquedos. De outra forma, o tédio e o nervosismo preencherão os seus dias. Não é muito dado à vida em comum com outros animais, a não ser que tenha sido criado com eles, podendo tornar-se um pouco conflituoso. Se forem dois machos ou duas fêmeas da mesma raça, a luta pela liderança é garantida. Um dos pontos positivos destes cães é que dificilmente adoecem e são uma das poucas raças que não tem registo de doenças hereditárias. São muito alegres e energéticos, por isso, aconselhados a viver com pessoas que gostam de atividade diária, especialmente crianças, visto que o Fox Terrier dificilmente se cansará das suas brincadeiras. Não devem ser, seguramente, a primeira escolha para a companhia de idosos. |
sábado, 17 de março de 2012
Animal da Semana - Pixie Bob
Descendente de selvagens
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Animal da Semana - Sphynx - O gato sem pêlo!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Chow Chow - Animal da semana
No dia em que Deus pintou o céu de azul, escorreram algumas gotas de tinta para a Terra, as quais o curioso Chow Chow acabaria por lamber, tingindo-lhe, para sempre, a língua de azul. Assim dita a lenda a razão pela qual esta raça de cães tem a língua azulada. Não acredita? Então, que outra justificação poderia haver?
Origem
Mais do que em factos, há crenças no que à origem da raça diz respeito. Existe uma forte probabilidade de que tenha surgido no Círculo Árctico de onde, mais tarde, terá descido, em direcção à Mongólia e Sibéria. Terras brancas de frio e neve, que justificam a necessidade de um pêlo espesso e resistente, capaz de o manter quente durante os rigores do Inverno nestas paragens tão a Norte do planeta. Pelagem que foi também a sua maldição, pois era não apenas cobiçada como utilizada no fabrico de vestuário. A acreditar nesta possível origem — que do seu lado tem a semelhança dos primeiros fósseis de cães com o actual Chow Chow —, há autores que defendem que do Chow Chow terão derivado outras raças como o Samoyedo, o Elkhound norueguês, o Keeshound ou o Pomeranian. Quem não se atreve a recuar tanto em hipóteses ancestrais, ainda que plausíveis, fixa-se em factos que ficaram documentados e que situam a sua origem nuns, ainda assim, longínquos 2000 anos, altura em que, surge representado em esculturas e pinturas em porcelanas chinesas da Dinastia de Han, que se estendeu de 206 a.C. a 22 d. C. Por estas, percebe-se que a raça era utilizada pelos imperadores da China na caça ao faisão, aos lobos, cumpria funções de guarda e era ainda um cão de trabalho e de tracção: puxava trenós. Pode ainda arriscar-se que é um parente do Shar-Pei, com quem partilha a particularidade da língua azul.
Na China imperial era utilizado na caça, no pastoreio, e como cão de guarda e tracção, puxando trenós
A raça manteve-se uma exclusividade do oriente até finais do século XVIII, altura em que chegou a um jardim zoológico de Inglaterra. Só aí, o Chow Chow, que até então tinha vivido na sombra dos célebres Pequinês, Lhasas e Shih-Tzu, raças com honras reais, foi catapultado para o estrelato, principalmente após o interesse que a rainha Vitoria revelou por estes cães com juba. Em 1890 funda-se o primeiro clube da raça, que não tarda a chegar aos Estados Unidos e ao Canadá. No séc. XX, atinge um confortável patamar de popularidade ao qual não são alheios dois factores de peso: o seu aspecto patusco, que tem tanto de leão como de urso, e o facto de ser o eleito de celebridades mundialmente conhecidas como o médico austríaco Sigmund Freud, pai da psicanálise.
Morfologia
Altura — Entre os 48 e os 56 cm, no caso dos machos, e entre os 46 e os 51 cm, no caso das fêmeas.
Peso — Entre os 20 e os 32 quilos.
Porte — Médio.
Pelagem — Existe a versão de pêlo curto, em que este se apresenta abundante, denso, liso e macio, e a versão de pêlo comprido, igualmente denso e liso, bastante abundante, encorpado e rude, particularmente exuberante à volta do pescoço, zona onde forma uma estola a lembrar a juba dos leões.
Cor — Vermelho, azul, preto, gamo e creme.
Cabeça — Volumosa, larga e achatada. Focinho e nariz largos.
Olhos — Pequenos, amendoados e escuros.
Orelhas — Pequenas, arredondadas e erectas
Língua — Azul. Um traço que o assemelha a alguns ursos de pequeno porte.
Corpo — Compacto e bem proporcionado. Peito largo e pescoço forte. Dorso curto, horizontal e forte.
Membros — Musculados e com forte estrutura óssea mas com pouca angulação articular o que faz com que, principalmente as patas traseiras, se mantenham rectas o que lhe confere a sua peculiar forma de caminhar. Pés arredondados, a lembrar os dos gatos.
Cauda — Inserção alta.
Temperamento
O Chow Chow é um cão calmo, reservado na demonstração de afectos, silencioso e muito independente e auto- confiante. É ainda corajoso e deveras sensível. Trocando adjectivos por miúdos, esteja consciente de que é um cão extraordinário, fiel e dedicado ao dono, a um dono em particular, mas cujo temperamento tende a impor-se como o elemento dominante da família. Cabe ao dono refrear a sua ânsia de chefiar a sua matilha/família. O treino deve começar logo em cachorro, ser firme, persistente e rigoroso, para quebrar a sua teimosia, mas deve igualmente ser revestido de muita calma e paciência, uma vez que é muito sensível. Deve ser bem sociabilizado desde tenra idade, seja com pessoas ou outros animais, uma vez que se revela muito desconfiado perante estranhos (não esquecer que é um cão de guarda), e relativamente conflituoso com outros cães, e nem sempre tolerante com outros animais (não é à toa que tem jeito para o pastoreio). Imponha regras e normas que o animal tem de seguir e mantenha-se firme no cumprimento das mesmas, sem abrir excepções. Ele precisa de sentir uma liderança forte por parte do dono. Se for bem sucedido, vai obter um excelente e bem comportado companheiro. Se não conseguir impor-se como líder, poderá ter problemas sérios para resolver, como acontece com qualquer outra raça de carácter dominante e possessivo. Não é um cão que exija demasiados mimos. Claro está que cada animal tem o seu carácter, independentemente das características próprias de cada raça.
Freud, médico considerado o pai da psicanálise, tinha um cão de raça Chow Chow
Prós e Contras
Escovagem — Duas a três vezes por semana. Deve habituá-lo desde pequeno a este ritual de higiene que vai ajudar a manter o esplendor da sua pelagem e eliminar assiduamente a considerável quantidade de pêlo que regularmente lhe cai, com maior intensidade na altura da muda. Nesse sentido, não são uma raça aconselhável a quem sofra de alergias.
Exercício físico — A rotina diária deve contemplar cerca de uma hora de exercício, evitando as horas mais quentes do dia, pois sofre com o calor. Desde que exercitados diariamente, o que ajuda a contrariar a sua tendência para a preguiça e a limar alguns problemas de comportamento, adaptam-se e são felizes vivendo em apartamentos.
Pele — Bastante sensível ao calor, o que implica que, caso vivam fora de portas, tenham um local fresco e à sombra onde se possam refugiar.
Saúde — É uma raça saudável sem historial de doenças geneticamente transmissíveis, que mereça menção. Podem viver entre os nove e os 15 anos.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Equipa da BBC filma dança de acasalamento da espécie de Dragão Marinho na Austrália
terça-feira, 21 de julho de 2009
Animal da semana - Gato Siberiano
sábado, 13 de junho de 2009
Balinês - Animal da semana
O Balinês é uma espécie de Siamês de pêlo longo
Um siamês de pêlo comprido. Esta a primeira impressão que nos deixa o Balinês. Ou ainda uma mistura curiosa de raças. A cabeça, patas e cauda são felinas, mas o seu corpo, que devido à pelagem comprida recorda outros animais, parece maior do que deveria. Não falamos de desproporcionalidade, já que é um animal esguio e muito charmoso e elegante. Mas algo nele nos atrai desde logo. Na verdade, o seu corpo é de porte médio e esguio, ainda que musculoso. Sobre ele reina uma cabeça triangular de nariz longo e olhos amendoados de um azul-safira e expressão viva. No topo, orelhas amplas mas pontiagudas. O mais significativo acaba por ser o pêlo: fino, hiper-sedoso, longo e ligeiramente ondulado nas zonas onde é mais comprido. No cômputo geral, é um gato vistoso e atraente.
O Balinês resulta de uma mutação do Siamês
Animal da Semana - Setter Irlandês
Origem
História
Animal da Semana - Periquito Princesa
Nesta ave tudo respira requinte e elegância, muito embora venha de palradora família dos periquitos, parentes próximos dos barulhentos papagaios. Foi baptizado com o nome científico de Polytelis alexandrae em honra da princesa Alexandra da Dinamarca que se tornaria rainha da Englaterra ao casar-se com o príncipe Eduardo VII de Gales.
Ele e Ela
O nome que mais dis sobre esta ave australiana é o de Periquito de Garganta Rosa, por ser esta cor aquela que melhor a distingue de outros periquitos, a par da sua coroa azul (cizenta no caso das fêmeas) que sobressai sobre o tom maioriamente verde da plumagem, a qual é mais guarrida nas asas. O bico é de um vermelho coral, bem mais pálido no caso das fêmeas. Enquanto os machos têm íris cor-de-laranja, elas ficam-se pelo castanho. No que diz respeito, em que o verde predomina, há ainda duas outras mutuações: albino e azul.
Coroada e com predicados
É uma ave pequena, mas a sua estreita e longa cauda granjeiam-lhe quase meio metro de comprimento total. Mas quem apenas ouvir os seus chamamentos barulhentos poderia facilmente imaginar uma ave maior. Ainda cada vez mais difíceis de encontrar em liberdade, são umas das espécies favoritas entre muitos avicultores, e as razões são de peso: podem chegar aos 30 anos, conseguem, perante um ambiente favorável, afeiçoar-se a mais do que um membro da família, e são aves adoráveis e de uma beleza surpreendente a cada dia.
Animal da semana - Calotes Versicolor
Na possibilidade de mudar de roupa, este réptil muda de cor, parecendo não resistir aos apelos de cada nova estação.
Preto, amarelo, vermelho, castanho esverdeado, um pouco de cada em diferentes partes do corpo (patas, cabeça e pescoço), ou uma curiosa mescia entre todos. As possibilidades de tom parecem infinitas, mas são essencialmente estas, principalmente na "estação" do acasalamento, onde os machos são mais exuberantes. Fora dela, optam por "fatiotas" mais discretas: um padrão listrado de cinza na barriga, marcas pretas no dorço, por vezes apenas em tons de areia ou castanhos.
Na verdade, a coloração ou guarda-roupa, por assim dizer, é bastante variada nesta espécie. Não é à toa que ganhou o nome de Versicolor, que atesta a sua capacidade de mudar de cores . Apenas não o conseguem fazer de forma tão rápida como os camaleões.
Há quem defenda que a mudança de de cor reflicta os humores do animal, atendendo, entre outros, ao facto deste lagarto ficar com a cabeça de um vermelho vivo após uma vitória sobre o adversário.
Com os camaleões partilham outra característica, a de conseguirem olhar em direcções diferentes, virando cada um dos olhos para lados opostos. Esta beldade é oriunda de paragens tão exóticas quanto Irão, Afeganistão, Índia, Sri Lanka, Vietnam, Butão, Nepal...

